145/ 365 HOW TO TALK TO GIRLS AT PARTIES

Espero que você que está lendo tenha Spotify e dê um play na trilha do filme, que é lindaça.

Tá ouvindo Damned? Que bom. Punk is the word e essa é uma resenha polêmica.

Todo mundo odeia esse filme e, desculpem-me bando de bundas moles, mas eu amei.

Só não vou dar nota máxima porque achei o filme curto demais e porque o diretor, o doidivanos John Cameron Mitchell não é o melhor de cinema do mundo e dá umas derrapadas engraçadas no filme.

Mas gente, o cara é um dos que mais tem culhão hoje em dia.

Lembrem-se que ele é o cara que fez Hedwig e Shortbus.

E agora essa maravilha, How To Talk To Girls At Parties, adaptação de um dos contos mais bacanas de Deus Neil Gaiman.

A história se passa em Londres no final dos anos 1970’s, quando o punk mandava na porra toda e já causava certa polêmica interna, como vemos no filme quando a punk mãe, Nicole Kidman, critica Sid Vicious e Vivienne Westwood por terem se vendido.

É lindo.

Bom, nesse clima de punk de verdade, três amigos, adolescentes, vivendo a vida underground, cheios de couro e tachas e atitude, um dia entram em uma festa de um povo bem estranho em um casarão e um deles se encanta por uma menina linda que lá está, vivida pela obviamente linda e talentosíssima e impressionando cada vez mais, Elle Fanning.

Ela também se encanta por ele e os 2 saem juntos à francesa, para desespero dos amigos dele e dos amigos dela.

Mas o que os punkzinhos não sabiam era que ela e seus amigos na verdade são aliens que estão na Terra, por acaso ali em Londres naquele momento, para um rito de passagem.

E a interação dos aliens com os ingleses deveria ser não mais que cordial e distante, o extremo oposto do que acontece com dois jovens que se conhecem, se beijam, se interessam um pelo outro e passam a noite juntos na casa dele.

A partir de então, ela tem menos de 24 horas na Terra para que o tal rito se complete e ela volte com seus amigos para seu planeta.

Bizarro?

Sim!

E isso é o legal do filme.

How To Talk To Girls At Parties é um filme punk por essência, como é o próprio conto de onde foi adaptado.

É uma comédia romântica de ficção científica que funciona bem para caralho.

Só de se passar na Londres punk, com uma Nicole Kidman mandando na porra toda, com bandas tocando como se deve, com a maquiagem imitando os grandes ícones punks, como Sue Catwoman, por exemplo, o filme já vale muito a pena.

Agora, se você não tem senso de humor, não gosta de relaxar, de se divertir, de ouvir música boa, relevante à história, de ver atores bem dirigidos, fuja deste filme.

ht2

Esta foto do elenco e equipe do filme com o próprio Neil Gaiman em Cannes mostra muito a que veio o filme, diversão, cultura pop contada da melhor forma possível.

Muitos reclamaram da ficção científica em si.

Em tempos de super heróis no cinema com filmes que custam centenas de milhões de dólares, um filme pequeno como esse, com toda sua aura punk é um pérola que, no final, é atirada aos porcos, porque acaba passando batido pelo radar de muita gente.

Espero que esse texto mude um pouco isso.

NOTA 🎬🎬🎬🎬1/2

2 pensamentos sobre “145/ 365 HOW TO TALK TO GIRLS AT PARTIES

  1. A historia está bem estruturada, o final é o melhor. A crítica do filme é interessante, me ajudou a notar certos detalhes que passaram despercebidos na primeira vez que vi. Elle Fanning, alem de ser muito atrativa é muito talentosa, é uma atriz belíssima. Você já a viu em mulheres do século 20? está muito bom o filme. Vale muito à pena, é um dos melhores do seu gênero. Além, tem pontos extras por ser uma historia criativa, de verdade, adorei que tenham feito o filme, eu recomendo.

    1. oi oi. Eu vi Mulheres do Século 20, até escrevi sobre o filme aqui no blog ano passado, procure na lupa que vc vai ver o quanto eu gostei. E, claro, também sou fã da Elle. Procure na lupa, pelo nome dela, que falo de alguns outros filmes dela tb. Valeu!!!

Leave a Reply to Alondra SilvaCancel reply