193/365 SOB CUSTÓDIA

Ontem falei de um dos grandes filmes do ano, o francês Sob Custódia.

Enquanto ele não tinha entrado por aqui nos cinemas, eu procurando na internet achei esse americano com o mesmo título em inglês, Custody.

O filme também é sobre um julgamento de custódia de uma mãe solteira, que tem seus 2 filhos pequenos retirados de sua guarda quando a escola onde estudam acha que o filho mais velho levou uma surra da mãe porque ele chegou um dia com o olho roxo e um corte na testa.

Parece que lá nos EUA isso é suficiente para que os filhos sejam afastados dos pais e mandados para ficarem sob proteção da estado até que o caso seja resolvido.

O problema é que o sistema de justiça lá funciona tão estupidamente quanto o daqui, como estamos presenciando nesse nosso momento político atual.

A mãe, que em princípio ficaria 3 dias sem os filhos, entra no redemoinho de incertezas de uns advogados de acusação com medo de errarem, uma juíza com problemas no casamento e com seu filho na faculdade e por aí vai.

A mãe das crianças é uma filha de imigrantes latinos, com uma acusação de tráfico de drogas anterior que ela não conta para sua advogada rica com histórico de abuso sexual infantil.

Ah, e o pais das crianças, que a mãe diz que está morto, na verdade está preso.

Uma merda atrás da outra.

E sim, esse filme também é super inspirado nos filmes do iraniano Asghar Farhadi só que bem de longe.

O tanto que os filmes iranianos ou mesmo o francês mostram de restrição e foco, este americano acaba apontando para tudo quanto é lado, mostrando a história de todo mundo envolvido no caso meio que para justificar a atitude de todo mundo, o que é bom, mas não precisa.

O filme tem cara de dramão feito às pressas, com um elenco até que ótimo, com a Viola Davis como a juíza dura e sentimental ao mesmo tempo.

Vale a pena se aparecer pela sua frente numa madrugada sem nada pra fazer.

NOTA 🎬🎬1/2

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