Juro que fui atrás de Dumplin’ porque vi que era o filme novo da Jennifer Aniston, filme que inclusive ela produziu.
Fui apesar de ela só fazer porcaria, mas dessa vez ela acertou em cheio.
Me dei bem.
O filme que estreou essa semana na Netflix americana e não na Netflix brasileira (oi pessoal, por que mesmo?) é um absurdo de bom.
Dumplin’ é a comédia romântica toda zuada, própria dos anos 2000 e tantos, com uma protagonista gorda, que tem uma turma de desajustadas, que são apadrinhadas por um bando de drag queens em sua jornada de participar de um concurso de Miss Teen Texas.
Diferente de outras comediazinhas românticas adolescentes bestas da Netflix desse ano como Para Todos Os Garotos Que Já Amei ou Sierra Burgess É Uma Loser, Dumplin’ é um belo tapa na cara que mostra que as desajustadas, as gordas, as lésbicas, as estranhas, são mais interessantes que as fofas e bonitinhas.
Melhor ainda: Dumplin’ pode ser considerado um primo (mais) rico do maravilhoso Patti Cake$, não só pela história da adolescente marginal tentando vencer na vida mas porque também é estrelado pela maravilhosa Danielle Macdonald.
Danielle é a adolescente gorda, zuada na escola, mas que é inteligente, esperta, que trabalha num restaurante e tem o chapeiro também fofo como crush que ela nem percebe.
Ela é filha da Aniston, que foi por 11 vezes seguidas Miss Teen e continua magra, linda e apresentadora do concurso até hoje.
Só que sua inspiração sempre foi sua tia Julie, que não mais está entre elas, e ao descobrir que ela queria participar do concurso de Miss quando era jovem, resolve com sua turma participar do concurso como forma de protesto.
O filme também pode ser considerado um primo mais distante de O Ódio Que Você Semeia, a outra comédia romântica fodona que vira um filme político quando a gente menos espera.
Dumplin’ não é uma obra prima, mas é um filme que meio que tirou o meu chão, porque eu juro que não esperava nada dele.
E além disso tudo que eu disse, a história toda da ótima Dumplin’ (sim, esse é o apelido dela) gira em torno de seu amor pela Dolly Parton, usando muito das letras de suas músicas como filosofia de vida.
E no fim, (quase) tudo dá certo, mas sem spoilers, funciona como a gente gostaria que funcionasse.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬


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