Eu tenho uma relação de amor e preguiça com filmes biográficos.
Amo conhecer as histórias de personalidades ao mesmo tempo que tenho cada vez mais preguiça de filmes caretas que por vezes parecem mais telenovelas.
No final das contas as histórias, o conteúdo, na grande maiorias dos casos, acabam sendo mais relevantes que a forma.
Tornando-se Astrid é uma dessas cinebiografias que tinha tudo pra ser uma bobagem e que acaba sendo bem interessante porque a história é boa demais.
O filme conta a história do fim da adolescência e início da vida adulta de Astrid Lindgren, a autora sueca criadora de livros infantis, sendo o mais famoso Pippi Meia Longa.
Astrid é a terceira autora de livros infantis mais traduzida na história, com mais de 100 livros publicados.
Mas nem sempre foi assim.
Aos 16 anos de idade, morando no interior do país e já escrevendo contos, seu pai consegue que ela faça um estágio no jornal da cidade, que pertence ao pai de uma de suas amigas de escola.
Muito talentosa e muito pró ativa (odeio esse termo, me perdoem), Astrid aos poucos vai escrevendo mais do que havia sido contratada para fazer e aos poucos vai se aproximando de seu chefe, até que começa ter um romance com ele.
Porém, logo ela engravida e sua família super religiosa a manda para longe para esconder que ela tenha esse filho em segredo e entregue para adoção.
Com a desculpa de ir fazer um curso de secretariado, a jovem Astrid vai viver sozinha, sem cuidados, com pouco dinheiro para ter seu filho que dá para uma família na Dinamarca cuidar dele enquanto ela resolve sua vida.
Mas as coisas não são fáceis e Astrid começa um périplo para que seu namorado a aceite ou para que sua filha a aceite de volta.
O interessante do filme é pensar o quanto o mundo mudou radicalmente em 100 anos.
E o quanto é lindo ver que uma mulher forte faz acontecer passando por todos os percalços possíveis e improváveis.
É mulherão da porra que chama, Astrid. Virei mais fã.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

