Depois do filme de ontem com o rei italiano Alessandro Borghi, não fiz por menos e vi outro filme com o cara.
Na Netflix tem um ótimo filme com ele, Na Própria Pele, baseado na história real de um traficantezinho que é preso com uma quantidade bem pequena de maconha e em 7 dias morre na cadeia.
Fui assistir pensando, ah, mas essa história é tão cotidiana pra gente que vive no Brasil onde a polícia faz a sua lei, o que tem de diferente?
Primeiro que o filme mostra que polícia corrupta e do mal existe no mundo inteiro, em qualquer lugar. E que não esqueçamos disso jamais. Temos que ficar espertos o tempo todo.
Segundo, que assistir o sofrimento de um inocente e de sua família, de como um desastre desses afeta muita gente, é pra colocarmos a mão na consciência e não deixarmos de termos solidariedade.
Terceiro é pensar que ter um ator do nível de Borghi num papel tão profundo é como ter um diamante lapidado e fazer o que quiser com ele.
O filme tem problemas, principalmente ele peca no ritmo e na intensidade.
A história é boa, o elenco tão preciso, a direção de arte e fotografia são perfeitas.
Mas o diretor e roteirista Alessio Cremonini peca na construção da história, nas pontas soltas pelo filme inteiro e pior, peca em deixar de fora uns detalhes sobre a ação policial em geral, que dariam ao filme um peso maior.
Penso que a falta de informações deva ser óbvia, que ocultaram os detalhes mais sórdidos do que o real Stefano sofreu nos 7 dias presos, mas pra isso que serve o cinema, pra recriar, pra imaginar e nos mostrar.
Daí fiquei pensando se não rolou um medo em relação ao que poderíamos ver na tela e se não pudesse haver retaliação.
De qualquer forma, Na Própria Pele vale a pena por ser um filme “do momento”, totalmente relevante e com Alessandro dando um show do início ao fim, com um dos personagens mais interessantes de todos.
NOTA: 🎬🎬🎬


Um pensamento sobre “183/2019 NA PRÓPRIA PELE”