213/2019 O FILHO PROTEGIDO

O Filho Protegido é um terror psicológico, suspense argentino produzido pela Netflix, lançado ontem.

O filme conta uma história quase boa, a do artista plástico Lorenzo, um cara estranho, artista plástico cheio de manias, que depois de sumido do convívio com os amigos, reaparece com Sigrid, sua nova namorada, uma bióloga sueca que está na Argentina terminando seu doutorado.

Aos poucos, enquanto vai retomando sua vida social, Sigrid fica grávida e Lorenzo percebe o quanto ele queria um filho.

O que demorou pra ele perceber é que Sigrid é bem estranha.

Ela não aceita ir a médicos fazer o pré-natal e se auto medica com umas injeções na barriga, o que deixa o futuro pai bem preocupado, exigindo que ela vá a médicos e busque ajuda durante a gravidez.

Um dia ele chega em casa e tem uma mulher mais velha, de uniforme, com cara de nazista: é a babá sueca da própria Sigrid que vai ajudá-la com o bebê. E por isso, deixar Lorenzo cada vez mais de lado, inclusive na hora do parto, em casa, à portas fechadas enquanto ele esmurra tentando entrar.

A partir daí Sigrid pira de vez e protege o filho com unhas e dentes: ninguém chega perto dele, a casa muda por completo, os hábitos, imagina o cúmulo da mnae superprotetora.

Lorenzo então se liga e tem certeza que a criança que lá cresce não é seu filho e pira absolutamente, desencadeando um longo e meio chato processo de perturbações, desesperos e piradas radicais do personagem.

Tudo isso poderia ser muito legal se durasse uns 30 minutos do filme e a próxima hora e meia fosse de verdade de desgraceiras de terror e pirações radicais.

Mas não é.

O Filho Protegido é lento e sem graça.

Além de Lorenzo, nenhum outro personagem é interessante. E mesmo assim a sua pseudo loucura não sustenta um monte de situações fracas à sua volta.

O roteiro não ajuda muito, tudo arrastado demais, prometendo um final surpreendente por um ou dois sinais deixados na história.

Só que como o filho é protegido no título, o pseudo espertão do diretor Sebastián Schindel também protege o final do filme e nos deixa a ver navios.

Eu juro que não parei de ver no meio porque tinha certeza que o fim ia ser surpreendente, para o bem ou para o mal.

Levei a maior tesourada na cara dura.

O Filho Protegido tenta copiar um monte de filmes bons de terror e falha miseravelmente.

Ah, pra terminar, a sutileza do “Saturno” de Goya no filme é tão ridícula que acho que a partir desse Filho Protegido deveriam ser proibidas metáforas artísticas explícitas em filme de terror argentino.

NOTA: 🎬🎬

2 pensamentos sobre “213/2019 O FILHO PROTEGIDO

  1. Dá a impressão de algum lance de vampirismo ,inclusive aquela velha parteira/babá/empregada da Sigrid batendo fígado cru com beterraba.O que não dá para entender o porque a Sigrid voltar para a Argentina…este diretor gostaria de ser Roman Polanski porém não chega nem perto

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