225/2020 THE TAX COLLECTOR

Shia LaBeouf é um cara tão, mas tão bacana que seu mais recente filme, The Tax Collector nem é dele.

Explico: Shia faz um papel menor nesse filme violentão e mesmo assim tá usando todo o seu prestígio para propagandear o filme.

Em vão.

Apesar de todo buzz e de todo o dinheiro que vem fazendo esses dias no pay per view, The Tax Collector é tão porcaria, tão clichê que na minha opinião se não fosse pelo Shia, iria direto para o limbo de Hollywood.

O filme foi escrito e dirigido por um dos mais prolíficos roteiristas americanos, o também diretor David Ayer, que escreveu por exemplo Esquadrão Suicida e dirigiu, por exemplo, Fury.

Só porcaria.

E mesmo assim o cara filma e filma.

The Tax Collector é o típico filme lixo de gangue de Los Angeles misturado com quase horror, cheio de personagens estereotipados e pior, com um tico de personagem principal com problemas de aceitação de sua condição de bandido.

Sério, tudo errado na história de David, o cara que recolhe as taxas na área que sua família comanda do subúrbio angeleno.

O cara é pequenininho, bonitinho, bem vestido, ricaço, anda pela cidade com um puta carrão recolhendo sacos de dinheiro em meio a um esquema de lavagem digno de… Não, ia falar da milícia carioca, mas o esquema dos caras é melhor.

Da milícia é só a cara de pau e a filhadaputagem de David e de seu braço direito e segurança Creeper, o cara mais violento, sem moral e sem dó de todos, vivido pelo Shia, que diz a lenda, até se tatuou mais pra fazer esse papel.

Que perda de tempo.

Nem com um personagem caricato como ele o diretor/roteirista se deu bem.

Na cena do aniversário da sobrinha de David, quando as primas começam tirar sarro da cada de Creep, parece que Shia voltou para a primeira aula de atuação que teve aos 5 anos de idade.

Bom, a história é que a família de David tem um baque quando um mexicano muito do mal aparece na cidade e se diz o novo dono da porra toda.

O cara é tão do mal que o quarto dele é um altar de sacrifícios de paredes pretas com desenhos de demônios, cheio de galinhas degoladas, potes de sangue, velas e muito mais que não conto pra não estragar as surpresas.

Ridículas, mas surpresas.

A batalha entre o bonitinho David e o gigante do mal Conejo é cheia de diálogos estúpidas e cenas bestas, mas sempre com violência forçada, muitos tiros e supostamente muitas porradas que a gente não vê.

Pra piorar tudo, The Tax Collector tem a parte final mais porcaria do ano.

Fuja.

NOTA: 🎬

Um pensamento sobre “225/2020 THE TAX COLLECTOR

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