288/2023 JOGO JUSTO

E quem diria que um filminho aparentemente meia boca da Netflix na verdade é uma ode aos filmes nóia da década de 1990.

Jogo Justo conta a história de um casal (vivido pelos lindos Phoebe Dynevor e Alden Ehrenreich) que já ficam noivos nas primeiras cenas para nos mostrarem logo depois que apesar de também morarem juntos, eles trabalham juntos e ninguém na “firma” pode imaginar que eles sequer transassem.

Os 2 são analistas da bolsa, daquelas firmas desgraçadas que a gente já viu em tantos filmes desde sempre e que em 2023, ao que parece, continuam pior do que sempre foram.

Com uma vaga repentinamente aberta e com o foco no garoto prodígio Luke, as coisas mudam num 180˚ radical quando é anunciado que na verdade Emily recebe a promoção e passa a ter escritório com janela, salário altíssimo e privilégios infindos.

Lindo para o casal que está a um passo de conseguirem alcançar a liberdade de poderem anuncias que se amam, não fosse a fragilidade do ego macho escroto de Luke que prefere detonar com tudo.

Jogo Justo é tudo menos justo no que poderia ser uma linda história de amor e quiçá, uma comédia romântica de surpresas mil.

Mas o drama prevalece e o que a gente vê na tela é a derrocada do macho branco hétero que se perde em sua fragilidade extrema.

O filme vai de um draminha bobo de casal a um tipo de Atração Fatal egoístico, bem nóia, em uma batida de claquete.

Se você está a fim de passar nervoso, este é seu filme.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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