Estreou em SP o vencedor de Cannes 2009, do Globo de Ouro de filme estrangeiro e concorrente a 2 Oscars, “A Fita Branca”.
Dirigido pelo austríaco Michael Haneke, a filme é daqueles que quando eu for beeem velhinho, vou sentir orgulho de ter vivido na época em que foi lançado. Saí do cinema com a sensação de estar presenciando uma obra de arte do meu tempo.
Reproduzo aqui um texto que publiquei nesse blog em outubro do ano passado quando assisti esse filme na Mostra de Cinema de SP.
“Começou na última sexta feira a 33a. edição da Mostra de Cinema de São Paulo.
E eu comecei a me jogar e comecei bem.

Coincidência ou não, no ano passado, na primeira sexta feira, eu assisti o filme que mais queria ver e relaxei: depois de “Deixa Ela Entrar” o resto foi o resto, apesar de coisas boas.
Esse ano não foi diferente: “A Fita Branca”, do melhor de todos Michael Haneke, vencedor do Fetival de Cannes desse ano, foi uma aula de sutileza. Um dos filmes mais violentos de todos sem mostrar uma porrada sequer, mas que te deixa inquieto por 2 horas e meia.
Se o Altman fosse austero e austríaco ele teria feito esse filme. Dias antes do início da Primeira Guerra Mundial, num vilarejo dominado por um barão odiado por quase todos que vivem sob suas asas, crueldades acontecem sem que se saibam quem as cometeu deixando uma aura de quase desespero.
Um mestre da sutileza, Haneke não nos mostra o que quer que a gente veja e faz com que o filme seja um exercício para quem o assiste. A luz, a trilha (quando existe), o elenco, a locação, as crianças, as fitas brancas e a notícia do assassinato que levaria a grande Guerra são pistas pra irmos tentando descobrir quem é o vilão de uma história que ninguém é inocente.”
