Um dos maiores prazeres da minha vida é assistir filmes do mestre austríaco Michael Haneke.
Não por menos eu vinha esperando ver Happy End desde que foi lançado ano passado no Festival de Cannes.
Ontem uma cópia finalmente caiu em minhas mãos e me joguei no filme.
E pela primeira vez na vida, fiquei decepcionado.
Happy End me pareceu um filme sem inspiração, quase preguiçoso em uma filmografia tão brilhante e inovadora.
O filme conta histórias de uma família de classe média alta em Calais, na França e como essas histórias influem nas vidas de todo mundo, dos pais, avós, crianças e filhos e netos.
E claro, toda a violência típica de Haneke que permeia seu cinema, continua viva neste filme, influindo muito em suas vidas.
Uma cena típica de Haneke que é linda em Happy End é um momento que o patriarca da família volta para casa em cadeira de rodas, de ambulância, em princípio com calma e cuidado, só que a cena é mostrada por trás de um cão feroz preso por trás de grades que não para de latir desesperadamente, criando um clima de quase terror.
Mas faltam mais e mais cenas como essa em Happy End.
O filme foca nas conversas, nos telefonemas e, pela primeira vez, em problemas que aparecem e “são resolvidos” via redes sociais, o que, claro, causa o que não muito esperamos.
Veja bem, Happy End não é um filme ruim, muito pelo contrário.
Um filme menor do Michael Haneke é merecedor de todos os louros, mas eu sempre espero mais e mais e Happy End, um filme que além de tudo tem um título tão não-apropriado para a vibe bizarra de seus personagens mas que no fim, faz o maior sentido do mundo.
E pre terminar, um viva ao elenco lindo do filme, estrelado pela musa de Haneke, Isabelle Huppert que inclusive ganhou a Palma de Ouro em Cannes como melhor atriz, pelo muso francês Mathieu Kassovitz e pelo mestre dos mestres Jean-Louis Trintignant.
NOTA 🎬🎬🎬🎬

