Quem em conhece sabe que em outubro eu sumo dentro dos cinemas durante a Mostra de Cinema de São Paulo.
São quase 20 dias de filmes e mais filmes, os mais bacanas que passaram nos festivais mais bacanas do ano, umas retrospectivas e um monte de surpresas e convidados especiais.
Nos meus bons tempos eu via uma média de 60/70 filmes por ano nesses dias. Hoje em dia eu vejo no máximo uns 30. Já não tenho tanto tempo, tanta saúde nem tanta paciência.
Antes eu gostava de descobrir os filmes obscuros de países obscuros, via os iranianos, os mauritanos e não via os que iam entrar em cartaz.
Hoje em dia eu já tô mais preguiçoso, vou nos certos, nos filmes mais falados, nos filmes bons.
Sei que é feio, mas eu assumo a minha preguiça mesmo!
Hoje em dia fico feliz em assistir em primeira mão o novo Lynch, o novo Cronenberg, o vencedor de Cannes, de Berlim.
Tenho uma coleção de credenciais da mostra e a coleção de catálogos vem desde a 5ª Mostra.
Eu já trabalhei com eles, já fiz texto do catálogo, já ajudei escolher filmes quando escrevia pra Set e cobria festivais de fora e sou um frequentador assíduo mesmo.
Ontem já fui fazer a credencial pra essa mostra e tô super ansioso esperando os filmes começarem a passar. E outra coisa que eu sempre espero é a visita dos diretores que vêem todo ano, com palestras, noites de autógrafo e cafezinhos e papos pelas ruas de São Paulo, como já conteceu com o Tarantino e a Maria de Medeiros, só pra citar poucos exemplos.
A única coisa que eu sinto muito é o fim da mostra e a volta ao circuitão normal de cinema, depois de uma lavada de alma como a Mostra.
Sinto só que o festival ocorra apenas em São Paulo, deveria ser itinerante com os filmes mais bacanas, ou os vencedores rodando o Brasil.
Mais informaçõs no site da Mostra: http://www.mostra.org

