Um dos diretores americanos que eu mais gosto é o Darren Aronofski, um cara que faz filmes estranhos, ou muito bons ou muito ruins, mas que eu acho todos ótimos, apesar das porcarias.

Eu me lembro bem em 1999 numa sessão da Mostra quando eu vi pela primeira vez sua estreia “Pi”, um filme bem doido, preto e branco, filmado em 16mm, que contava a história de um matemático que descobria que o pi servia para prever a bolsa de valores e por isso era perseguido por judeus radicais que não podiam deixar isso vazar. Saí do cinema abalado com cenas tensas, lindas e com uma direção e senso de edição que há tempos não via.
Depois disso veio “Requiem Para Um Sonho”, o filme dos drogados onde ele coloca a deusa Jennifer Connelly levando um consolo gigante de 4 pra conseguir um pouco de heroína.
Daí ele faz 2 filmes bem ruins, “A Árvore da Vida” e “O Lutador”, mas que mesmo ruins, são ótimos, muito diferentes um do outro e muito diferentes de qualquer outra coisa que ele já tenha feito.
Finalmente ele nos dá uma pérola do terror, “Cisne Negro”, lindo e perfeito.
Bom, uma de suas características é a edição de seus filmes ser impecável e surpreendente e por isso, a edição de som de seus filmes sempre é ótima.
Aqui abaixo tem um vídeo que se chama “os sons de Aronofski”, uma colagem de cenas com sons característicos de seus filmes. Muito bom, rapidinho, veja:
