Essa semana falando via skype com minha filha que tá lá num outro hemisfério, ela disse pra eu assistir urgentemente esse filme francês “Intouchables”.
Disse que era o melhor filme que ela viu recentemente e lá fui eu atrás.

Não sabia exatamente o que esperar, as dicas da Isabella são bem ecléticas. Mas sempre certeiras.
O filme é lindo.
É um filme do tipo que há tempos eu não via, filme pra cima, bem humorado, com história legal baseada em fatos verídicos.
Tudo isso sem ser piegas, acredita?
“Intouchables” conta a história de um milionário francês que num acidente de paraglider fica tetraplégico e perde sua esposa.
Ele precisa de um assistente particular pra ficar com ele o tempo todo e numa batelada de entrevistas acaba contratando um cara grosseiro e que vem dos subúrbios franceses para ser sua sombra.
Uma das coisas legais da história é a sensibilidade do milionário em ver no suburbano alguém que pudesse trabalhar bem pra ele.
Só que o que ele não esperava é que a falta de sutileza, que os modos quase grosseiros e que a ingenuidade do cara fossem fazer tanta diferença pra ele, um cara sempre tão paparicado, onde todos os seus desejos são realizados sem serem nunca questionados.
O suburbano vem pra questionar e da mesma forma que muda um pouco o outro, é mudado por um estilo de vida melhor, por hábitos mais saudáveis e por música, arte vindos de uma forma diferente de como estava acostumado a receber.
Daí no meio do filme, quando os dois se dão bem, quando cenas bacanas são mostradas, quando a vontade de chorar veio na garganta umas 3 vezes pelo menos, eu já imaginei o quanto eu sofreria com o final do filme.
Claro que não vou contar, mas o filme surpreende até nisso. Na verdade, a vida real surpreende na história desses caras, desses dois mundos que colidem e criam um mundo bacana, animado, onde a troca de experiências acontece de forma bem humorada sempre e absolutamente sem o tom politicamente correto que seria tão fácil ter num filme desses.
É na verdade uma liçãozinha de vida, um tapa na cara dizendo “ow, se liga” mas de novo sem ser piegas, sem cagar regras, mostrando o quanto a vida pode ser mais bacana se a gente se esforçar um pouco, se a gente quiser aprender com o outro.
Não sei se esse filme vai passar por aqui, mas deveria. História boa, bem filmada e com o par de atores como a muito eu não via: François Cluzet e Omar Sy com certeza fazem os papéis das vidas deles.
Valeu Bébs!

