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Ryan Gosling no Dia dos Professores.

Todo mundo do mundo deveria hoje homenagear seus professores.
Quem seríamos nós sem eles.
Pra mim é uma homenagem dupla, ou tripla. Meus pais são (foram, mas sempre serão) professores, então, mais homenagem mesmo.
Pra todo esse povo, republico um post da era Rraurl do blog sobre “Half Nelson”, um filmaço com o deus Ryan Gosling, inédito nos cinemas daqui mas imperdível.
É só a história de um professor de um subúrbio americano viciado em heroína e algumas outras coisinhas. E de quebra também falo de outro filme dele, “Lars and the Real Girl”.
Quem nunca teve um desses?
Segue:

Ryan Gosling, meu herói!
10.04.08 14:45

Mais um filme com o Ryan Gosling que não entra em cartaz por aqui, “Lars And The Real Girl”, e que se não fosse pelos torrents da vida, eu não teria visto e não estaria aqui escrevendo e falando bem e recomendando.
Esse “Lars” concorrreu no último Oscar como roteiro original e perdeu pra “barbada” (desculpem o trocadilho lésbico) “Juno”, o que foi talvez a maior injustiça de toda premiação.
O filme é um primor, a história de um homem muito tímido, muito fechado, introspectivo, que mora na garagem da casa do irmão que, casado e com a mulher grávida, tem no personagem de Lars/Gosling uma preocupação a mais.

Lars trabalha numa empresa e não fala nada, é paquerada por uma colega e não fala nada, fica em casa sozinho, é prestativo na igreja e com a comunidade, todos gostam dele. Um dia ele vê um site onde você pode montar uma boneca em tamanho natural do jeito que você quiser. E ele anuncia a seu irmão e cunhada que arrumou uma namorada pela internet e que ela chega em alguns dias. E quando chega a boneca, ele apresenta pra todo mundo como sendo sua namorada que veio da Europa e que mal fala inglês e que não anda, assim ela fica numa cadeira de rodas pra cima e pra baixo. O mais bizarro do filme, mais ainda que a boneca e a atitude de Lars, é que a comunidade toda, por pena ou sei lá o quê, vai aceitando aos poucos a boneca como sim a namorada de Gosling. Ela vai a igreja, vai a festas, vai fazer trabalho comunitário em hospitais, fica morando na casa do irmão, porque ela é “de família” e não pode dormir com Gosling. O irmão é o que pira rapidamente, não aceitando a “palhaçada” toda, mas é convencido pela esposa de que é bom pra Lars.
O roteiro é brilhante, a sacada de resolução do problema boneca é genial e Gosling no papel do estranho Lars tem atuação merecedora de todos os prêmios possíveis e imaginários, fugindo de clichês de Rain Man’s e afins, provando sim que ele é o melhor ator de sua geração, sem a menor sombra de dúvida.


O outro filme de Gosling perdido por aqui é “Half Nelson”, que conta a história de um um professor de história, que dá aula numa escola de periferia para adolescentes. Ele dá umas aulas boas, conversa de igual pra igual com os alunos e os caras curtem ele e tudo mais. Só que o cara é um junkie, viciado em heroína e crack e outras coisas bem leves. E o filme é a história desse cara, de como ele se perde, de como ele se joga e de como ele vai se acabando. Ele fala com os alunos, dá conselho, compra heroína do irmão de uma aluna, depois compra dela e mesmo assim sabe o que dizer na hora certa e sabe o que não dizer na hora errada. Ou certa também.

O segredo aqui é não terem feito nenhum juízo a respeito das drogas ou da vida que ele leva. O filme conta a história dele e mostra o que acontece e já tá ótimo. Foda isso! E bem raro no cinema atual, onde sempre tem alguém apontando o dedo pra alguma coisa, pisando em algum calo.
Em Half Nelson, os calos são mostrados, as feridas escancaradas, mas ninguém sacaneia e machuca mais o que já tá ferido. Eu acho que um filme desses mostra o quanto um diretor é fodão e tem culhão e tem controle sobre o filme, porque pra fazer disso um filme “anti drogas moralizante” é meio passo que não foi dado.
E o melhor é terem achado um ator como Gosling pra um papel desses, sem se mostrar mais que o personagem, sem querer aparecer e por isso mesmo mostrando quem é.
Filmes como Half Nelson são raros e de onde menos se espera que um filme desses seja feito, é de lá que vem!

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