Halloween: “O Fantasma do Paraíso”.

Nunca escrevi aqui no blog sobre um dos meus filmes preferidos da vida: “O Fantasma do Paraíso”.
É um musical dirigido pelo Brian De Palma, lançado em 1974 e era um dos filmes que eu chorava quando via nas madrugadas da Globo na minha adolescência.
O filme é uma versão do “Fantasma da Ópera” que se passa no mundo do rock psicodélico dos anos 70s, cheio de sexo e drogas e claro rocknroll.
Pra quem nunca viu nem um nem outro, é a história de um artista que vende sua alma ao diabo por fama e glória. Só que nessa versão, o diabo é o dono de uma gravadora que pega a música linda e clássica do artista atormentado e a transforma numa ópera rock.

Só que o artista se esconde nos porões do teatro que a ópera vai ser encenada e toca o puteiro.
O filme é o máximo, super maneirista, datado ao mesmo tempo que moderno, a trilha é um absurdo de boa, a fotografia é linda, direção de arte linda e o melhor de tudo, é o primeiro filme do De Palma que ele utiliza o recurso de split image, onde filma a mesma cena com mais de uma câmera e divide a tela pra mostrar os vários pontos de vista, coisa que ele faria muitas outras vezes em sua filmografia tão prolífica.
Outra coisa legal é que a estrela do filme é a ótima Jessica Harper, uma atriz símbolo do cinema indie americano dos anos 70s e que logo depois desse filme virou musa do Woody Allen e o melhor de tudo, musa do mestre Dario Argento em “Suspiria”.
Esse é um dos top 10 da minha vida fácil fácil, revejo direto e meu sonho é assistir num cinema algum dia.
E super recomendo nessa semana dos monstros.

7 pensamentos sobre “Halloween: “O Fantasma do Paraíso”.

  1. Nunca assisti essa adaptação, mas deixa eu corrigir uma coisa: Não. A história original não tem nada a ver com vender a alma pro diabo e nem merda nenhuma, quem fez isso foi a porcaria do filme do Robert Englund. A história original não tem nada de sobrenatural, não tem fantasma de verdade, nem demônio e nem venda de alma. É sobre um músico talentosíssimo, Erik, que nasceu com uma deformidade facial e foi extremamente abusado e rejeitado por isso. Ele se esconde debaixo de uma Casa de Ópera e se apaixona pela Christine Daaé, uma cantora jovem e linda que aprende canto com ele. É uma história de amor, mas muuuuuito mais do que isso. É sobre redenção, perdão, e como a sociedade é cruel enquanto se esconde na sua “máscara” – o conceito de “fantasma”, “máscara” dentre outras coisas, são metáforas das mensagens do livro. Não darei spoilers, mas não é nada parecido com o que você disse. Recomendo ler o livro e as seguintes adaptações:

    O filme mudo de 1925/1929 (tem duas versões, mas é o mesmo filme), com Lon Chaney. O filme é lindo, mas ignore o final, estragou a mensagem do livro e o personagem do Erik.

    O musical do Andrew Lloyd Webber, de 1986, mas tem diversas versões sendo a minha preferida a com Ramin Karimloo e Sierra Boggess, na comemoração de 25 anos do musical, e o maravilhoso filme de 2004 com Gerard Butler e Emmy Rossum.

    A minissérie de 1999, com Charles Dance e Teri Polo. Os acontecimentos não são muito fiéis, confesso, mas ainda sim manteve a mesma mensagem do original.

    Tem uma animação bem tosca de 1987-9, da empresa Emerald Animations uma coisa assim, mas ela é fiel apesar de ser estranhamente engraçada.

    Erik não é mau e nem vilão. Se você acha que ele é menos humano por ter um rosto deformado, vai tomar no cu você (“você” foi imparcial, não é direcionado a você Fabilipo, é só uma expr Leiam o livro original, e adaptações para se manter distante: o filme de Dario Argento “Um Vulto Na Escuridão”, sério, que merda de filme. O filme do Robert Englund de 1989, eu gosto do ator, mas o filme é péssimo. E claro, o jogo da MazM de 2019, que apesar de eu sinceramente gostar (especialmente o design do Erik), estragaram completamente a mensagem do livro, estragaram o Erik e a Christine e ainda encheram a história de militância e lacração – sem contar numa nova personagem inútil e merda, chamada Melek Levni, que não existe nem no original e nem em nenhuma outra versão (ainda bem). É isso, beijos.

    1. Oi Samara. Wow. Fiquei impressionado com seu conhecimento sobre o Fantasma. Vc tem que ver esse filme. E o legal das adaptações é como é possível variar as histórias pra que caibam em outras mídias, no caso, no cinema.

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