“Amour”, uma linda história de amor desconcertante.

Imagine o seguinte: uma linda história de amor de um casal de franceses sexagenários contada pelo maior diretor vivo e o mais frio e calculista de todos.
Amour
Esse é “Amour”, o filme mais recente do Gênio Michael Haneke.
Sim, eu sou o maior paga pau desse cara, fã desde sempre e mais fã cada vez que vejo (ou revejo) seus filmes.
Dessa vez ele conta a história de um casal de velhinhos franceses em Paris.
Ela sofre um derrame após outro e ele cuida dela.
A saúde dela vai piorando e a sanidade dele também.
“Amour” é uma ode ao amor, à fidelidade, ao comprometimento.
E pelas mãos de Haneke, “Amour” acaba sendo uma experiência absolutamente única.
O cara que vai ao âmago dos sentimentos em seus filmes com todo distanciamento possível, desta vez nos joga na cara o quanto é lindo e duro amar.
E se doar.
E acreditar.
E não desistir.
“Amour” é desses filmes que começa pelo fim, nos joga na cara uma cena quase linda e absolutamente romântica.
Só que a partir daí Haneke desconstrói a mais lindo dos sentimentos de uma forma nunca antes vista.
Por favor, quando for assistir o filme, preste muita atenção na mulher, Emmanuelle Riva, um absurdo o que ela faz, como ela faz.
“Amour” ganhou Cannes, ganha tudo quanto é prêmio a que concorre e se bobear leva Oscars aos borbotões.
Um dos toop filmes de 2012 que ainda não estreou por aqui, mas que é obrigatório para uma vida cinéfila feliz.

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