O filme mais importante de 2014 pra mim tinha sido “Boyhood”. Até que uma comédia da dupla Seth Rogen e James Franco causou um evento absurdo. Com o seu “The Interview”, onde eles fazem 2 pseudo jornalistas que vão à Coréia do Norte com a missão de matar o ditador Kim Jong Un, os cara quase causam um incidente diplomático sem precedentes na história. O filme é muito engraçado. Muito mesmo, nível do fodão “This Is The End”, um dos melhores de 2013 na minha opinião. https://www.youtube.com/watch?v=frsvWVEHowg Mas foi alçado ao pedestal de filme do ano depois que sua produtora gigante a Sony foi hackeada e emails com mensagens absurdas foram vazados, inclusive de uma grande executiva falando mal da Angelina Jolie, dizendo que ela era uma “garota infantilóide e mimada” (numa tradução minha).
O grupo de hackers ainda avisou que se cinemas exibissem o filme as consequências poderiam ser tão sérias quanto o 11 de setembro. Daí o que aconteceu? As salas exibidoras com medo tiraram o filme da programação, hackers americanos tiraram a internet da Coréia do Norte do ar, o governo do Kin Jong Um dizendo que eles não tinham nada a ver com os acontecidos, Obama sem saber o que fazer e a Sony ontem lançou o filme online. Dá pra ver no youtube, Xbox e GooglePlay.
O absurdo disso tudo é um governo ditatorial conseguir cancelar a exibição de um filme. O precedente que isso abre é inimaginável. A “censura” prévia que já acontece com produtores executivos, investidores e agora mais essa podem significar uma nova era de 2 pés atrás na indústria cultural. Claro que teve muito apoio ao filme como esse tuite do diretor Michael Moore, genial como sempre:
(traduzindo: caros Hackers da Sony:, agora que vcs comandam Hollywood, eu adoraria menos comédias românticas, menos filmes do Michael Bay e nunca mais filmes dos Transformers.) Mas o mais curioso dos apoios veio do Paulo Coelho que ofereceu a Sony US$ 100 mil pelos direitos de colocar o filme em streaming em seu site. Achei uma ação fodona do escritor.

