3 pontos em relação a lista de indicados ao prêmio Oscar 2015.
Primeiro: todo mundo fala de lista branca, que não há negros indicados. Concordo com o absurdo, principalmente como um filme bacana como “Selma” na jogada. “Selma” é o filme que fala do Martin Luther King, da caminhada famosa e é produzido pela mulher mais poderosa da tv americana, a Oprah Winfrey. Isso tudo só mostra o quanto esse bando de informação é irrelevante pro bando de gente estranha que vota no Oscar. E eu vi uma lista que dizia que o único não branco indicado era o mexicano Alejando G. Iñárritú, diretor do ótimo “Birdman”. Ele parece bem branco pra mim, mas pra eles o cara é latino.
Segundo: o ótimo filme argentino “Histórias Cruéis” está indicado como Filme Estrangeiro. Toda minha torcida é pra ele, filmaço com roteiro lindo e uma direção de tirar o chapéu.
Terceiro: a frustração de quem esperava ser indicado por todo o hype em cima de seus filmes é absurda. Tem um vídeo clássico do Spielberg reclamando quando não é indicado por “Tubarão” e diz que perdeu pro Fellini.
Dessa vez, 2 coisas bizarras:
– Philip Lord, o diretor de “Lego Movie”, reclama um monte no twitter por não ter sido indicado e logo posta esse “prêmio” de consolação, muito bom.
– o diretor do ótimo “Force Majeure” dá um chilique no quarto do hotel quando descobre que seu filme ficou de fora da categoria de filmes estrangeiros. Bizarro.
(Não consegui copiar o vídeo aqui, mas dá pra assistir no site da Slate.)
