Eu gosto um monte do Leonardo Di Caprio.
Acho que ele já poderia ter ganho o Oscar com alguns filmes, principalmente os que ele tem feito com o Scorcese.
Mas dessa vez vai: seu novo filme, “O Regresso” é um absurdo de bom.
E ele tá melhor que nunca.
O filme conta a história de um cara,Leo, nos início dos 1800’s, no meio do nada americano atrás de pele.
De repente esse cara entra numa luta física com um urso que praticamente o dilacera.
E seus companheiros tentam mantê-lo vivo na volta para casa.
Só que obviamente um Tom Hardy escalpelado deixa o quase moribundo pra trás e o filme acaba sendo uma história de sobrevivência e vingança.
Imagine um filme do Terrence Malick se ele tivesse tomado um monte, mas um monte, de Lsd com um tanto de MDMA.
Eu acho que os filmes do Mallick são umas belas viagens de ayahuasca.
“O Regresso” é um filho bastardo dele.
Dirigido pelo oscarizado mexicano Alejandro G. Iñarritu, o filme é todo maneirista, cheio de planos sequências ousados e meio bizarros até.
No começo isso me irritou, ficava pensando que o cara quer se mostrar, diretor bom mostrando o quanto ele tem dinheiro e pode ensaiar e rodar e rodar e rodar de novo.
Meio o que ele fez em “Birdman”, o filme chatinho.
Mas dessa vez ele me convenceu e seus delírios camerísticos têm sim um porquê.
E essa razão é o também oscarizado, também mexicano, diretor de fotografia Emmanuel Lubezki. O cara é de outro planeta.
O que ele fez em “Birdman” já foi um tour de force. E em “O Regresso” ele praticamente dá uma nova vida ao plano sequência.
Lindo!
Outro ponto ridículo de bom do filme: a trilha de outro geniozinho, Ryuichi Sakamoto.
Por favor, essa talvez seja a terceira razão pra ver o filme: Leo, a fotografia e a trilha.
Eu achei que a trilha do Johann Johannsson do “Sicário” era foda.
Mal sabia eu que Sakamoto quebrou tudo em “O Regresso”.
Cimas, texturas, barulhos, músicas, canções.
O cara faz o que quer no filme.
A experiência fílmica é única e inesquecível, super garanto.
Aqui eu coloco umas fotos do instagram do Lubezki, só pra vocês terem uma ideia da lindeza que esse cara produz.















Um pensamento sobre ““O Regresso” é bem bom. Mesmo. De verdade.”