“Brooklyn” ou como transformar um monte de clichê num filme ruim.

Nada como um filme “by the book” pra desanimar a leva boa.
“Brooklyn” é o típico filme careta, feito por um diretor bunda mole, editado provavelmente por um bando de produtores que não sabem nada de cinema e escrito por alguém sem imaginação nenhuma (pasmem, Nick Hornby).
“Brooklyn” parece mais um filme publicitário da Irlanda e de Nova Iorque juntas, de como o povo de lá se deu bem na cidade de cá.
A única coisa que se salva no filme é o casal protagonista, a ótima Saoirse Ronan e o pra mim novato Emory Cohen.
Ela é uma irlandesa que se forma e não consegue nada em sua cidadezinha no meio do século passado. Sua irmã consegue através do padre amigo, que ela vá tentar a vida na promissora Nova Iorque.
Lá ele sai do casulo, mora num pensionato, trabalha numa loja de departamentos até que conhece um italianinho e se apaixona.
Até então todos os clichês possíveis ocorreram: a tímida do interior feinha, a ida no navio, passar mal, ser bem tratada por uma mulher mais velha, se sentir oprimida pela cidade grande, a paixão, a felicidade….zzzzzzzzz
Pois é, só que esse é o meio do filme e daqui pra frente os clichês se proliferam com maior intensidade ainda.
O pior é que a Saoirse Ronan está sendo cotada pra muitos prêmios, o que sim ela merece.
Mas não por um filme insípido como esse.
Veja o trailer e adivinhe tudo o que vai acontecer.
Próximo, por favor.

2 pensamentos sobre ““Brooklyn” ou como transformar um monte de clichê num filme ruim.

Leave a Reply