A HBO lançou no início deste mês, às pressas, o documentário Bright Lights que vinha preparando sobre a relação da mãe e filha, Debbie Reynolds e Carrie Fisher.
A super estrela e queridinha da América nos anos 50 e 60 Debbie Reynolds, morreu (com certeza) de desgosto horas depois que sua filha Carrie Fisher, a eterna Princesa Leia, faleceu.
A HBO vinha fazendo esse filme há um tempo e a toque de caixa, lançou bem antes da data prevista.
O início do filme é meio ruim, parece mesmo que foi finalizado de última hora, às pressas. Mas depois de uns 20 minutos o filme entra nos eixos e nos mostra uma relação de mãe e filha como eu não esperava.
Elas moravam juntas, no mesmo terreno em casas separadas e Carrie cuidava de sua mãe. Debbie, nos meses que o filme foi sendo rodado, vai piorando em frente às câmeras e mesmo assim continua filmando, recebendo prêmios, participando de eventos e não se cansa. Ou melhor, não para.
Uma das coisas lindas do filme é ver a coleção de memorabilia de Hollywood que Debbie possuía, e onde gastou fortunas fazendo essa coleção: os sapatinhos vermelhos do Mágico de Oz, o vestido branco esvoaçante de Marilyn Monroe, as roupas completas dos caras do rat pack, e mais móveis e roupas e objetos dos principais filmes de Hollywood. Leilões são feitos desse tesouro e o grande medo da família era que Debbie ficasse mal com a venda, já que sempre ficou mal por não ter conseguido montar o museu para todo seu tesouro.
Muitas histórias são contadas, principalmente sobre os 2 casamentos de Debbie: primeiro com Eddie Fisher, pai de seus filhos, grande estrela dos anos 50 como Debbie e que a trocou pela sua melhor amiga (claro) Elizabeth Taylor; e o segundo casamento, com um ricaço mais velho que ela que perdeu não só sua fortuna no jogo e com prostitutas como perdeu também a fortuna de Debbie nos casinos.
Uma família que é marcada pelo consumo abusivo de drogas por Carrie, desde bem pequena, por seu pai Eddie, que foi viciado em metanfetamina pelo mesmo médico que viciou Frank Sinatra e outros da época e que também morre durante o documentário.
Uma família marcada pela fama que na verdade se mostra muita efêmera, onde a grande estrela dos anos 50 tem que fazer shows em Las Vegas quando o dinheiro acaba; ou a Princesa Leia, que tem que participar de eventos onde as pessoas pagam 70 dólares por seu autógrafo, onde ela deixou bem claro às câmeras de seu desgosto.
Filme triste, história de amor linda de uma família que é uma das mais importantes da história do cinema americano: a atriz do maior filme da história, Cantando na Chuva e o amor infinito por sua filha, a princesa das galáxias Leia.

