A Bigger Splash é um filme que não só deveria ter título em português mas também ter uma sessão semanal no Belas Artes pro resto da vida.
Dirigido pela italiano Luca Guadagnino, de I Am Love, o filme é baseado num cult dos anos 60, La Piscine que tinha um elenco animal: Alain Delon, Romy Schneider, Maurice Ronet and Jane Birkin.
Deusa das Deusas, Tilda Swinton é a estrela desse Bigger Splash: ela é uma lenda rocker que por um problema na garganta, tem que ficar um tempo sem falar e por isso se recupera em um paraíso italiano com seu marido cineasta, vivido pelo ótimo Matthias Schoenaerts.
As férias forçadas são meio que interrompidas pela chegada do ex-marido da rock star, um produtor muito famoso e ex-patrão do cineasta, vivido pelo sempre bom Ralph Finnes. E junto com ele vem sua filha, linda, voluptuosa e quase despudorada, vivida pela linda Dakota Johnson.
Claro que nada será como antes principalmente pela animação toda do ex-marido e sua filha e seus amigos.
Intriga, ciúme, mentira, paixão repentina, fantasmas do passado, A Bigger Splash tem um roteiro que não desaponta e a direção mais que precisa de Guadagnino faz do filme uma obra rara no cinema de hoje.
Talvez a grande coisa e o maior absurdo do Bigger Splash seja ter uma das maiores atrizes de hoje em dia praticamente sem falar o filme, só sussurrando e atuando com o corpo, os olhos, as mãos. Tilda mostra que ela é o tipo de atriz que dá pra fazer o que quiserem com ela que o resultado é sempre o melhor possível. Ela é a matriarca do filme, tudo gira em função dela, apesar do personagem de Fiennes achar o contrário e alguém que comanda e não tem voz talvez seja a boa “pegadinha” do filme.
PS1: Matthias Schoenaerts é a minha aposta pro próximo superstar das telonas.
PS2: semana passada o novo filme de Guadagnino, Call Me By Your Name, um filme gay passado também na Itália com o bonitão Armie Hammer tendo um affair com o filho do seu patrão, foi lançado em Sundance com as melhores críticas possíveis.

