Filme bem bonitinho esse O Espaço Entre Nós, viu.
No início do ano vi uma entrevista do menino ator principal do filme, o inglês Asa Butterfield no Graham Norton contando como ele fazia pra andar com diferença de gravidade em Marte e fiquei curioso pra ver o filme. Por isso e por ter Deus Gary Oldman.
O filme conta a história de uma missão para colonizar Marte onde a astronauta chefe descobre estar grávida durante o vôo e seu filho nasce em Marte.
Ela morre no parto e seu filho cresce “criado por astronautas cientistas”, como eles fazem questão de frisar o filme todo.
A curiosidade adolescente faz o marciano Gardner conversar por computador com uma menina americana, dizendo pra ele que ele tem uma doença e não pode sair do apartamento que mora em NY, por isso não pode encontrá-la. A mesma curiosidade faz com que ele queira saber quem é seu pai depois que acha uma foto de sua mãe abraçando um homem.
Eis que resolvem trazê-lo para a Terra, junto com uma astronauta vivida pela boa Carla Gugino e o filme só melhora. E é então que vemos o quanto a gravidade faz com que ele ande engraçado já que ele nasceu em Marte e a gravidade por lá é diferente da nossa, como ele tinha dito na entrevista.
Uma cena linda do filme é quando o marciano assiste Asas do Desejo, de Win Wenders, e se identifica com a história do anjo que resolve cair do céu por amor à loira trapezista que ele observava de cima.
O marciano, lá de cima, se apaixona pela loira Britt Robertson, atriz preferida que fazia umas séries americanas que não foram pra frente mas que tá começando a aparecer no cinema.
Se o filme aparecer na sua frente, assista porque é bem bonitinho mesmo.
E nunca um título de um filme foi tão bom, com uma história de amor entre um marciano e uma terráquea e o espaço entre eles.


Um pensamento sobre “88/365 O ESPAÇO ENTRE NÓS”