102/365 KONG: ILHA DA CAVEIRA

Gente, para que tá feio.

King Kong talvez seja o monstro mais importante do cinema (viu, Alien!). O primeiro filme do macaco gigante, do rei da ilha perdida que se apaixona pela loira linda foi feito em 1933.

E o que é o mais bacana do filme?

A paixão do macaco gigante por uma mulher, tudo o que ele faz por ela. Lembra da Jessica Lange sendo lançada na versão de 1976? Muito amor! <3 !

E outra coisa bacana é levarem o macaco pra exposição em NY.

O que não tem nesse novo Kong: Ilha da Caveira?

Nem a paixão dele pela mocinha (a sem graça Brie Larson, que é uma boa atriz pra drama, mas numa aventura dessas não rolou).

Nem levarem Kong preso e torturado no navio pra ganharem dinheiro com ele.

O filme se passa no fim da guerra do Vietnã. Já que os EUA perderam a guerra e o exército estava pelas redondezas, um aventureiro/cientista/Indiana Jones do truque (John Goodman, cada vez melhor) consegue que uns navios e helicópteros, carregados de armamento e soldados, o acompanhe a uma ilha perdida porque ele tem uma dica quente.

Pra isso ele consegue convencer um outro pseudo Indie Jones (Tom Hiddleston) e a trupe tá pronta, comandada pela fodão do exército (Samuel L. Jackson). Ah, e a Brie vai como uma fotógrafa bacana humanitária.

Primeiro aperto no coração do filme: a chegada dos helicópteros na ilha é uma “homenagem” ao Apocalipse Now do Coppola, uma tristeza e um sacrilégio, pra não dizer uma sacanagem.

A violência e a aventura do filme são até legais, mas eu considero isso mais um spin of King Kong do que uma refilmagem. Os monstros gigantes (óbvio) da ilha com quem Kong luta são ótimos, lindos e tudo mais.

Mas o filme não é isso, o filme é a luta do homem contra a natureza, o homem destruindo a natureza, o homem destruindo Kong. E isso não tem no filme.

Hoje em dia com toda a questão ecológica rolando por aí, os caras fazem uma versão besta do filme.

Perdeu, playboy.

O filme foi um fracasso na bilheteria e deve servir de lição pra versões futuras. Porque sim, isso não vai parar.

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