114/365 VIGILANTE DO AMANHÃ – GHOST IN THE SHELL

A importância de Ghost In The Shell em seu lançamento, lá pelo ano de 1995 junto com outros petardos orientais como Tetsuo e Akira foram grandes responsáveis por hoje em dia tudo mundo falar em distopia e amar essa noção de possibilidade do mundo.

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Viva o cyberpunk.

Tudo que Tetsuo e Akira e mesmo a versão de animação de Ghost In The Shell tem de bom e inovador e profundo, a versão americana do filme, a versão de carne e osso deixou tudo a desejar.

O filme tem seus méritos: esteticamente é perfeito, lindo e uma aula de como contar história através de figurino, maquiagem, cenário. Já é referência.

Só que o filme. Ai ai ai.

Primeiro o problema do whitewashing: braquearam uma história japonesa. S´ø que ao invés de ocidentalizar tudo, branquearam só nuns detalhes pensando em bilheteria, tipo os atores principais, detalhes pequenos.

Não que eu reclame da Scarlett Johansson como a Major, a mulher tá cada vez melhor e ela é a grande atriz pra fazer super heroína hoje em dia. Foda.

Só que não dá. Cara de pau.

E não, não adianta colocar o mestre Takeshi Kitano falando japonês o filme todo que não é suficiente.

Outro grande problema é o foco do roteiro. Tudo de profundo e filosófico do mangá original, todo o dilema do ser andróide, do ser ou não humano, foi trocado por um roteiro meio Jason Bourne, meio Robocop, onde o foco é a personagem ir atrás de seu passado e ter alguma memória do que um dia ela talvez tenha sido.

Algum lembrou de Blade Runner também?

Bom, resumindo: se você quiser passar um tempo vendo um filme esteticamente lindo e com um roteiro que você já viu umas boas dezenas de vezes, assista Vigilante do Amanhã.

Mas se quiser ver um puta filme com um roteiro original e um aprofundamento filosófico e não tão rasteiro, com o mesmo nível de lindeza estática, assista a animação japonesa original de 1995, Ghost In The Shell.

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