FEUD, a mini série em 8 episódios que conta a saga de ódio e ódio entre Bette Davis e Joan Crawford, ou o contrário, é provavelmente o acontecimento televisivo de 2017.
Mandatory Credit: Photo by Buchan/Variety/REX/Shutterstock (7820619ar) Jessica Lange and Susan Sarandon FX’s ‘Feud’ Panel, TCA Winter Press Tour, Los Angeles, USA – 12 Jan 2017
- O ponto central da série é o filme O Que Terá Acontecido a Baby Jane, onde as 2 divas, oscarizadas e já “velhas” para os padrões hollywoodianos travam uma batalha psicológica e física para ver quem vai aparecer mais no filme e por causa do filme. A batalha segue até a entrega do Oscar daquele ano, com muito drama. Só que depois disso a série perde muito ritmo, saindo do FEUD, da disputa das 2 e mudando para o ocaso das estrelas.
- Ryan Murphy hoje em dia é maior que JJ Abrams e outros, maior showrunner da tv americana, faz o que quer. O único problema das coisas que ela faz pra mim é o timing. Ou a falta de timing nos episódios. Tudo se arrasta muito pra caber nos 8 episódios que as séries dele pedem.
- Jessica Lange é a série. Ela se transformou em Joan Crawford. Vez ou outra, nos 8 episódios, eu me lembrava que era Jessica Lange ali e não JC.
- Susan Sarandon é boa, mas eu a via no lugar de Bette Davis. (fora que eu tô com bode porque a fofa apoiou o Trump nas eleições e bate no peito até hoje dizendo que fez o certo)
- Melhor personagem secundária é a Mamacita, vivida pela surpreendente Jackie Hoffman, que fez recentemente os eps novos de Gilmore Girls.
- Mas Judy Davis rouba as cenas como a colunista social/fofoqueira/poderosa da época, Hedda Hopper.
Conclusão: Ryan Murphy fez um monte de American Horror Story pra um tempo depois nos jogar na cara (da melhor forma possível) O FILME de terror americano, ou pelo menos a história dele. E de como o terror saiu da tela e foi vivido no mundo real pelas 2 atrizes e um monte de gente que as rodeava.
Nunca a metáfora foi tão descarada.
Continue assim, Ryan!

