Antes Que Eu Vá é uma adaptação de um livro sucesso entre a molecada que conta a história do dia de uma patricinha chata de uma escola americana e suas amigas populares com todos os clichês que já vimos em 50 outros filmes.
Só que esse dia se repete e se repete e só ela percebe esse dia da marmota particular.
A premissa é boa: e se hoje fosse o único dia do resto da sua vida?
E essa repetição faz com que ela enxergue sua vida por uma outra perspectiva e tome decisões, algumas bem radicais, que ela nunca tomaria em sua vida normal.
O filme é uma mistura de O Feitiço do Tempo (Groundhog Day) com As Patricinhas de Beverly Hills e uma boa pincelada de Donnie Darko, que dá o pouco charme do filme.
O filme tem um roteiro quase bom, com poucos furos até, já que num caso desses de muitas idas e voltas e mais voltas poderia acabar com a vida de qualquer roteirista. Mas o que me incomodou foi uma regra básica de volta no tempo: geralmente não se podem tomar decisões tão radicais imediatamente, você tem que mudar o curso do destino bem sutilmente. E o que falta nesse filme é sutileza. As decisões acontecem muito apressadamente e o que poderia ser bonito de se ver construído aos poucos, acaba sendo nos jogado na cara onde devemos engolir à força o que estamos assistindo.
Fora a Jennifer Beals, que faz a mãe da menina e uma outra atriz adolescente que fez a série horrorosa da Drew Barrymore morta viva da Netflix eu não conhecia ninguém do elenco, o que me deixou intrigado, com uma vibe indie num filme grande. Funcionou bem.

