163/365 EU SOU MICHAEL

O James Franco insiste em fazer os filmes pequenos e indies e gays dele e eu insisto em assistí-los.

E continuo me decepcionando.

Depois de King Cobra, a porcaria contando uma historinha do mundo do pornô gay americano, agora ele faz esse I Am Michael, que conta a história de um ativista gay que encontra Deus e resolve virar hétero, porque, né?

Michael Glatze era um ativista, gay, colunista de uma revista grande de São Francisco, tinha um guia para ajudar os jovens gays, dava palestra, era casado com outro cara, o típico gay engajado 100%.

Até que um dia tem um ataque de pânico, vai para o hospital e descobre que sofre de um mal do coração, como o seu pai sofria.

Ele acha que o ataque de pânico foi um aviso de Deus para que ele repensasse sua história de vida e aprendesse que “se identificar como gay” estava errado. Muito errado.

A história é interessante por um motivo bizarro de mostrar o que faz alguém rever sua vida e resolver que se está 100% errado no que vem fazendo com ela. Sendo mais direto, mostrar o quanto alguém pode pirar de uma hora pra outra sem um motivo aparente.

Agora, o filme em si é muito ruim. Feito com muito pouco dinheiro, como vida patente nas quase 2 horas, I Am Michael parece aqueles filmes bem ruins, mas bem ruins mesmo, feitos para a televisão americana na década de 80, onde a direção era pior que de novela e os atores os mais caricatos possíveis.

Numa história tão cheia de “emoção” e de “revelação”, parecia que eu estava assistindo um pornô onde os “atores” precisam atuar numa historinha que justifique o sexo que vem a seguir. Só que o sexo não vem. E a gente bem sabe como ator pornô não é ator porcaria nenhuma.

Mais uma vez, fuja de outro filme do James Franco.

 

Um pensamento sobre “163/365 EU SOU MICHAEL

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