Filme em cartaz no Festival InEditBrasil
Se você não conhece GG Allin, prepare-se pra alguns socos no estômago assistindo esse documentário.
Se você conhece, prepare-se para alguns outros, porque tudo o que nos contaram é verdade.
GG Allin foi um músico, compositor bem conhecido da cena punk americana. Doido, mito, amado e odiado, claro que muito mais odiado que amado, junkie, suicida, iconoclasta, ele tinha todos os predicados que se podem esperar de um Doidão com D maiúsculo, no pior dos sentidos.
Sua banda Murder Junkies tinha esse nome não por acaso.
Fora da cena, a mitologia em torno de Allin era enorme e bem peculiar. E muitas vezes o povo ia aos shows dos Junkies pra ver ao vivo o que já tinham ouvido mas não acreditavam que poderia ser verdade.
Allin era o punk que vivia o punk mesmo, à margem de tudo, inclusive da cena punk.
Além da sua música muito politizada e obviamente de protesto, Allin usava seu corpo para demonstrar o que queria como ninguém.
Sempre fazia os shows pelado.
E vomitava e comia o vômito, mijava e tomava seu mijo, cagava e comia, cuspia, brigava, se cortava, sangrava e tudo mais que podia fazer para que seu público saísse dos shows com “um pouco” dele.
Porque ele não só fazia tudo isso, mas depois de fazer ele espalhava o que tinha feito pela platéia.
E o foda desse filme é que o diretor, que tinha uma relação bem próxima a Allin, seu irmão e o resto da banda, acompanhou de perto os caras e muito de perto captou e mostra tudo isso e um pouco mais.
Obviamente que Allin morreu de overdose de heroína em 93, época que o filme estava sendo feito e por isso mesmo Hated se torna ainda mais obrigatório.
Uma aula obrigatória na cartilha da música relevante das últimas décadas.
E um detalhe: o filme é o primeiro do diretor Todd Phillips, que 20 anos depois faria sucesso com Se Beber Não Case!
E o filme completo:

