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177/365 REI ARTHUR: A LENDA DA ESPADA

Uma das certezas do imaginário inglês é a lenda do Rei Arthur e sua Távola Redonda, uma das histórias mais absurdas de todos os tempos.

A espada fincada na pedra, o moleque miserável que a tira de lá, o mago fodão, a bruxa mais fodona ainda, o irmão que mata o pai, o rei que nnao é, a mãe que quer ser.

É meio que um Hamlet de capa e espada na Inglaterra medieval com as bruxas do Macbeth, tudo misturado.

Bom, alguns filmes quase legais foram feitos sobre a lenda e eis que o playboy da cinematografia inglesa, o ricaço que gosta de aparecer mais que seus atores, Guy Ritchie, lança sua “visão” sobre o Rei jovem mais amado que nunca foi.

Pelos dolmens e menires de Stonehenge, que bosta.

Pensa em todos os filmes dirigidos pelo cara, com todas as lutas e perseguições e câmeras lentas e furos no roteiro e movimentos de câmera espetaculares e sacadinhas de edição.

Multiplica tudo isso por um monte e você vai ter esse Rei Arthur: A Lenda da Espada.

Os primeiros 10 minutos do filme contam a história antes de Arthur, do rei seu pai, do irmão invejoso, dos elefantes gigantescos (oi?), do demônio lutador, isso tudo com umas 398 cenas de poucos segundos de duração.

Haja dinheiro pra fazer tudo isso e não deixar o filme com 3h30 de duração.

Se alguém tivesse amado o filme diria que foi uma grande forma de contar uma história que não é o foco principal, dar uma pincelada. Mas pincela direito, meu filho.

Bom, o filme começa e o jovem Arthur que não sei que é, vive num bordel, cresce lá, aprende a se virar na rua, vira um geniozinho do crime e tem uns companheiros bem espertões.

Com isso tudo vai ganhando manha, street credit, ginga, esperteza e músculos, muitos músculos nuns rituais de boxe misturados com jiu jitsu que ele pratica com um mestre chinês.

Na Inglaterra pobre quase medieval.

Tudo que um futuro rei da Inglaterra precisa, né, seu diretor?

(Só um aparte: nem o Charlie Hunnam sem camisa e de barba salvou essa porcaria)

Pra se ter uma ideia, tem até o amigo do diretor David Beckham fazendo uma ponta de soldado feio no filme.

Bom, a história todo mundo sabe, o moleque que nem é tão moleque tira a espada da pedra, o rei seu tio duvida dele e bla bla bla.

Só que tudo isso da forma mais chata e “tô me mostrando porque tô cheio de dinheiro pra fazer esse filme que vai dar uma bilheteria monstra”.

Só que não.

Não dá pra enganar todo mundo muito tempo, sr Guy Ritchie.

Já diria a Madonna.

Uma hora que esse filme passar na tv, dublado e cheio de comerciais assista.

Mas ao mesmo tempo faça outras coisas, tipo ouvir música ou ler um livro. Vai valer mais a pena.

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