Uma das primeiras lições do primeiro semestre do primeiro ano de um faculdade de cinema relevante é: não tente refilmar ou usar o mais que clássico Battle Royale.
Tem gente que deve ter faltado nessa aula, como esse diretor australiano e o roteirista James Gunn, por exemplo.
The Belko Experiment é uma tentativa fracassada de recriar o clima desesperador e aterrorizante do filme japonês onde estudantes são mandados para uma ilha e de lá só sairá um vivo.
Este filme se passa na Colômbia (!!), num prédio de uma empresa americana, a Belko, onde num dia qualquer, os 80 funcionários que lá estão trabalhando recebem uma notícia pelo alto falante que, primeiro eles precisam matar 2 pessoas, depois 10, depois 15 e assim por diante, até que sobre só um.
Caso não matem em determinado tempo pré estabelecido, bombas implantadas em seus crânios explodem.
Repito: bombas implantadas em seus crânios, obviamente sem que eles tenham tido conhecimento. E claro de novo, a explicação pra isso é tão tosca que nem vale a pena.
O filme é besta, não se sabe pra que serve, pra onde vai, de onde veio.
E o fim é tão simplista e tão óbvio que parece que o roteirista teve a ideia do fim depois de assistir um certo filme de terror bem recente e a partir disso “se inspirou” em Battle Royale.
Grande bobagem com um elenco de coadjuvantes conhecidos sem sabermos quem são que fazem papeis principais sem terem muito talento pra tal e pior, sem terem um diretor talentoso pra tirar alguma nuance de atuação deles.
Apesar de tudo, o filme tem o sempre ótimo Michael Rooker, de um dos filmes da minha vida Henry: Portrait of a Serial Killer. Muito bom revê-l… Nem deu tempo, ele é um dos primeiros a morrer.

