Imagina o seguinte: um filme do Terrence Malick, com toda a sua pompa e circunstância, com seu tom solene e quase religioso, só que com sexo drogas e rocknroll.
Daí você me diz: ah, você falou desse filme outro dia, o Song to Song.
Pois bem, deixa eu complementar: imagina um filme com a vibe do Malick, com o seu tom quase religioso só que com muita droga pesada, tipo heroína, muito sexo, tipo muito e com uma trilha fodona e pra completar, Marilyn Manson, sim, o próprio, como um assassino bem filho da puta.
Esse é Let Me Make You A Martyr, um filme que me incomodou muito por todos os seus quase 105 minutos de duração.
A experiência de ver esse filme foi a de sentir que eu não deveria estar vendo o que eu estava vendo, da maneira que era me mostrado.
Ou que o que eu via não pertencia àquele universo.
Ou ainda que o universo do filme era absolutamente diferente do que foi mostrado no filme.
Dá pra entender?
É foda.
Mas é bom.
Let Me Make You A Martyr é o tipo de filme que ousa e que te tira o chão, que arrisca e acerta em arriscar.
Não, não é uma obra prima, um filme que vai ser lembrado pelos próximos 10 anos, mas é o filme que eu tenho certeza que me deixou com uma pulguinha atrás da orelha, mas o pulga boa, aquela que quando eu menos esperar vai aparecer e me falar “ó, tá vendo isso aí mas lembra do filme lá atrás, você já viu isso lá”.
A história do filme é a de dois irmãos adotivos que resolvem matar o pai super abusivo e, de novo, super filho da puta.
Aliás, de filhos da puta o filme está lotado.
Veja, vá preparado e boa sorte.
(e dificilmente existiria um trailer mais apropriado ao clima todo do filme que esse)

