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203/365 CORAÇÃO E ALMA

Puta surpresa de filme francês bom.

Coração e Alma conta 3 histórias absolutamente diferentes, que acabam se cruzando.

Ah, antes de falar da história, quero falar que o primeiro mérito do filme é o elenco, encabeçado pelo meu ator preferido Tahar Rahim, mais uma vez surpreendendo com sua sutileza. E uma surpresa: Emmanuele Seigner, que pra mim sempre foi a mulher do Polanski, mas que aqui manda muito bem, fora que aqui está linda demais, nível Margaux Hemingway.

Mérito todo, claro, da diretora Katéll Quillévéré.

O filme começa com a história de 3 amigos, jovens, surfistas, que vão pro mar em uma madrugada de ondas imperdíveis, depois de uma noite boa de namoro e skate. Ao voltar pra casa, sofrem um acidente porque os 3 pegam no sono e seu carro capota.

Em paralelo vemos a história de uma mulher e seus 2 filhos já jovens adultos, ela sofrendo porque seu problema no coração está piorando e ela recebe a notícia que se não fizer logo um transplante, terá poucos dias de vida.

A terceira é a história das 2 equipes médicas que se esforçam ao máximo para que os poucos transplantes que acontecem na França corram com toda precisão e exatidão necessárias para que deem certo.

Coração e Alma poderia ser um filme de ação, de luta contra o tempo, de corrida para transformar uma tragédia de uma família em uma felicidade salvadora para outra.

Mas o filme se aprofunda em cada um de seus personagens e mostra o quanto sofrem e o quanto choram e riem. Diferente de tanto filme raso e besta e sem graça, a diretora Katéll consegue se aprofundar nas almas de seus personagens e nos mostrar o quanto eles são “reais”, ou o quanto eles parecem ser de verdade mesmo.

A cena do médico colocando a música preferida nos ouvidos do surfista no momento que seu coração vai ser retirado é uma das mais bonitas e inteligentes do ano pra mim.

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