Life: Um Retrato de James Dean é um desses filmes que eu morria de vontade de ver e deixei passar, esqueci dele, um dia li um texto a respeito mas deixei pra lá, “outra hora eu procuro”, até que caiu no meu colo e eu assisti e me arrependi de não ter visto antes.
Se você for procurar saber do filme, Life conta a história da amizade do então desconhecido James Dean e do fotógrafo Dennis Stock que fez fotos emblemáticas do jovem ator, que depois de publicadas na revista LIFE, se tornariam parte da iconografia do ídolo.
Mas pra mim a beleza e a importância de Life é contar uma história quase que desconhecida de uma figura pública tão icônica quanto o “rebelde sem causa” James Dean.
Comparo essa história com uma de Marilyn Monroe, de uma época que ela largou os filmes, foi morar numa cidadezinha no meio do nada para focar e estudar para ser uma atriz melhor, para provar que não era só a loira gostosa e burra.
Bom, Life é lindo demais.
Primeiro que o foco do filme está no fotógrafo (entendeu, foco no fotógrafo! :D) da Life, Dennis Stock, vivido com uma beleza ímpar pelo não-mais-só-vampiro Robert Pattinson e não em James Dean, como seria de se esperar.
Antes do primeiro, aliás, o filme é dirigido pelo mestre dos mestres, Anton Corbjin, o cara que contou a incontável história de seus amigos do Joy Division no seminal Control e, por isso, já sabemos o quanto Corbjin é sutil e delicado.
No filme, o fotógrafo Stock, cansado de fotografar abstidores de filmes em Hollywood e estreias e coqueteis, querendo mostrar seu lado artístico, insiste com seu agente para fazer um ensaio com um jovem ator que ele conheceu.
Depois de muitas e muitas tentativas de fazer algo que agradasse seu agente ou os editores de revistas ou quem quer que seja, Stock resolve se aventurar por si mesmo em uns dias com o jovem e pouco conhecido Dean, um ator que estava prestes a estourar em Hollywood e que tinha fama de recluso e estranho e de não querer fazer parte do star system.
Dean é vivido pelo ótimo Dane DeHann que foi bem criticado pelo papel mas que, ao meu ver, tá muito bem e nada caricatural, como muitos o acusam.
O problema é que todo mundo tem uma imagem do James Dean por causa de seus poucos e tão famosos filmes. E como ele morreu cedo, não existem muitos registros do ator fora dos filmes.
Então quando pensamos em James Dean, pensamos no Rebelde Sem Causa. E não é esse cara que vemos em Life e pra mim, essa é a graça do filme.
A história da pseudo amizade do fotógrafo com o ator é ótima. A insistência de um fotografar o outro de qualquer maneira mostra até um lado esotérico, sei lá. É de se admirar a insistência e de ficar de boca aberta com o que resultou o sofrimento.
Mais feliz ainda fico ao ver o que Corbjin fez com essa hsitória.
Uma aula!
E a cereja do bolo: as fotos originais que Stock tirou de James Dean em 1955.
E a foto das fotos:

