207/365 EXPERIMENTOS

Michael Almereyda é um diretor americano bem peculiar.

Seus filmes geralmente são mais ou menos, tipo nota 6 e meio, mas sem a menor dúvida, seus filmes são bem interessantes estilisticamente, com uma forma apurada.

Experimentos não é excessão.

Experimenter

O filme conta a história do cientista social e psicólogo de Yale, Stanley Milgram, que conduzia experimentos sociais e psicológicos bem controversos, como por exemplo o Milgram, que testava pessoas com o poder de dar choques em outras se errassem testes de múltipla escolha e o quanto esse pequeno poder incomodava ao mesmo tempo que excitava quem o tinha.

O filme começa mostrando esse teste, mas se desenvolve em direção do resto da vida do cientista e de outros de seus testes, tão ou mais controversos que esse, porque à medida que ele era arguido por seus pares, suas ideias saíam cada vez mais da caixinha, a ponto de seus alunos, por exemplo, pararem de acreditar nele ou não saberem se ele estava falando verdade ou se suas aulas e informações eram mais um de seus experimentos.

Um fato curioso foi quando ele entrou em sala para dar a notícia do assassinato de JFK e seus alunos não acreditaram e ele fez com que ligassem o rádio e os alunos continuavam achando que ele tinha manipulado o rádio também.

Ele é o cara que primeiro falou dos 6 graus de separação entre qualquer pessoa no mundo.

Fodão.

O filme é interessante porque Almereyda faz com que criemos uma intimidade com Milgram, ao fazer com que ele fale para a câmera em vários momentos do filme ou para explicar algo ou para se justificar de algo.

A fotografia do filme é linda ajudando bem a criar o clima da história e ainda tem a cereja do bolo, Wynona Ryder como a esposa de Milgram, no papel mais normal de sua carreira recente.

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