Confesso que o que me atraiu em Shot Caller foi ver o dinamarquês Nikolaj Coster-Waldau, o Jaime Lannister, fora de Game Of Thrones.

E, olha, garanto que vale a pena perder 2 horinhas aqui.
O filme é um absurdo de violento.
Por mais que eu esteja acostumado com todo sangue e crueldade do incestuoso Lannister, o diretor de Shot Caller fez com que Money, o personagem de Nikolaj Coster-Waldau, desse um banho em GOT.
Money, na verdade Jacob, é um cara bacana, com uma família ótima, mas que por um acaso do destino, se envolve em um acidente uma noite voltando para casa e acaba na cadeia.
Lá dentro, por uma questão de sobrevivência, acaba se juntando a uma gangue bem fofa e daí é ladeira abaixo.
O roteiro é bom, bem cru, bem porrada na cara, bem sangue nos olhos mas no meio do filme eu achei que, por uma coisa que acontece, eu não tinha entendido nada do filme até então. Ou pior, que se eu tivesse entendido, o filme era a maior porcaria do ano.
Insisti até o fim e vi que na verdade o filme é bom, a reviravolta existe e eu fiquei meio de boca aberta.
Ric Roman Waugh, o ex-dublê e agora diretor e roteirista do filme, é um cara que tinha feito umas porcarias antes, tipo filme com o The Rock, todos filmes de prisão. Mas em Shot Caller o cara surpreende.
O elenco é um show de testosterona, de bração, de barba e de tatuagens.
Lake Bell, a esposa de Jacob/Money, quando aparece no filme, parece até que flutua.
Se você curte tudo isso que falei acima, veja Shot Caller, porque além de tudo tem mesmo um roteiro bom e quase fofo. (Tá, forcei, sem fofura, mas é legal).

