Carrie Pilby é o típico indie americano, descendente direto da fase boa dos anos 1990’s, de Sexo, Mentiras e Videotape de Soderbergh e de alguns mais leves de Hal Hartley.
Carrie é uma jovem adulta de 19 anos de idade, mais jovem que adulta, que vive razoavelmente bem em NY nos dias de hoje e que, claro, por causa desses dias de hoje, depende absolutamente de seu terapeuta. E de seu pai.
Carrie é super inteligente, dotada mesmo, se formou em Harvard aos 18 anos e, apesar desse super dote, é uma perdida com as relações humanas.
Não consegue sair do seu apartamento, não consegue conversar com as pessoas, não trabalha mas não tem dinheiro, perdidinha coitada.
Por essas e outras seu terapeuta lhe dá uma lista de 6 coisas que ele deve realizar nos próximos meses, e a primeira é sair com cara num encontro romântico.
Um dos problemas de Carrie é a aversão à sociedade sexualizada que vivemos e para conseguir se safar dessa, vai bater a cabeça um pouco por aí.
Bel Powley, a atriz que faz Carrie me deu um rolo na cabeça porque em princípio eu achei ela muito velha para o papel, mas logo entendi que na verdade esse nó foi causado pela Carrie, pela personagem, e não pela atriz.
O filme não é nenhuma obra prima, mas Carrie Pilby diverte não tão facilmente, do tipo de causar sorrisinhos de canto de boca mais do que eu esperava até.
Assista, pense e se divirta.

