Sendo curto e grosso: Planeta dos Macacos: A Guerra é uma mistura de Apocalipse Now com Spartacus.
E é um belo de um filme.

Sou fã de carteirinha dos filmes todos que se passam no Planta dos Macacos.
Quando moleque eu ficava sempre torcendo para reprisar na tv, principalmente o filme com o Charlton Heston, claro que por causa da cena que ele encontra a estátua da liberdade destruída na praia.
O tempo foi passando, os filmes foram ficando um absurdo por causa do CGI até que chegamos nessa última trilogia com o melhor de todos, Andy Serkis, no papel do macaco mais fodão de todos, Cesar.
Na terceira parte da trilogia, a guerra é quando o bando de Cesar se defronta dramaticamente com o exército liderado pelo coronel doidão (lembra do Apocalipse Now?) vivido brilhantemente por um Woody Harrelson no topo de seu jogo.
Os soldados não só destroem tudo como aprisionam todo o bando, quando Cesar está longe, para que eles construam um muro gigante para conter um novo inimigo que está por vir.
Cesar é então capturado e tratado como o chefão dos escravos (lembra de Spartacus?) na frente de todo o bando para servir de lição.
O filme é bom, bem dirigido, com um roteiro sem falhas e com umas sacadas tão boas e apesar disso tudo, demorou um pouco para me pegar.
Só uma coisa me incomodou no filme: nas cenas de guerra e batalha, ao mostrar o exército humano, a trilha é grandiosa, glorificante. Já ao mostrar o exército símio no momento crucial de uma talvez batalha no filme, a música é quase divertida, quase cartunesca, como se fosse um número de circo muito bem ensaiado.
Esses filmes mais recentes sempre demoram para me emocionar, acho que pela perfeição a que se chegaram os macacos.
Primeiro eu dou uma risadinha pensando, que ridículo.
Depois eu já fico incomodado na cadeira achando, que foda.
Daí, quando o elenco principal começa a mostrar a que veio, 100or, já me derreto, me entrego e torço por eles.
E digo uma coisa: tá mais que na hora de uma indicação ao Oscar para o Serkis. Olha esse vídeo que animal dele virando Cesar “ao vivo”.
Acho que na verdade meu medo é um dia acordar e ler que aconteceu alguma coisa parecido no mundo real.
E que os macacos agora são os fodões.
Daí com certeza eu vou de novo, como sempre, torcer por eles.
Hail Cesar.

