Se você estiver, como eu, deprimido e cansado de politicagens do mal, filhadaputices brasilianas, topices de prefeitops, o nazismo alive and kicking, assista esse documentário sobre gente fodona e bacana fazendo o bem. Tá na Netflix.
Teatro da Vida mostra como um dos maiores chefs do mundo, o italiano Massimo Bottura, colocou em funcionamento o Refettorio Ambrosiano, um sopão na cidade de Milão para sem tetos e refugiados.
Ele começou com isso em 2015 durante a Expo Mundial, usando as sobras de comida da feira, só o que jogariam fora.
E fez isso para mostrar a quantidade insana de comida boa que é desperdiçada no dia a dia enquanto o mundo passa fome.
Aproveitando a Expo, ele levou todos os chefs que por lá iam incluindo todos os maiores e mais renomados do mundo, desde Mario Batali e Alain Ducasse até os brasileiros Alex Atalla e o David Hertz da Gastromotiva, que aliás, montou o segundo Refettorio com Bottura no Rio, durantes a Olimpíada do ano passado.
O filme mostra feitos como levar o grande Ferran Adriá de volta à cozinha depois de 4 anos, como ele mesmo diz.
Mas o legal do filme é mostrar como esses caras todos cozinhavam e criavam comida bem boa sempre com o mesmo ingrediente principal: pão.
E legal também como eles mostram como a Itália, ou pelo menos as redondezas de Milão e Monza estão lidando com o problema das pessoas em situação de rua e com os refugiados.
A ideia de Bottura é levar dignidade e calor humano (e obviamente comida) para essas pessoas.
Sabemos que muita gente faz isso pelo mundo, muita gente que a gente conhece faz isso no dia a dia, eu mesmo tenho um projeto bacana não de comida, mas de entregar roupa pra pessoas nessas situações, mas como Bottura diz, o foda é tirar esses medalhões do seu ambiente natural de restaurante, palestra, alta gastronomia e colocá-los em contato com o mundo real.
Filmão que me fez passar bem por quase duas horas e que eu super recomendo.

