235/365 WAKEFIELD

Terceiro filme que eu vejo, por acaso, meio que na sequência e que tem quase a mesma estrutura: muito poucos personagens, bem pouco diálogo e personagem principal “preso” no mesmo cenário quase que o filme inteiro.

wakefield

Wakefield conta a história de um executivo meio cuzão que trabalha em NY e que ao voltar para sua bela casa no subúrbio uma noite, de saco cheio da mulher e das filhas e da vida, decide, sem avisá-las, passar a noite na edícula de casa escondido.

Esse distanciamento que ele mesmo se propicia faz com que ele passe a levar toda a sua vida e sua relação em casa e no trabalho em perspectiva.

E o que seria uma fugidinha acaba sendo um sumiço de meses e ele ali, observando como sua família reage a isso tudo, à sua ausência.

O filme é baseado em um conto de Nathaniel Hawthorne e por isso, o diretor resolveu usar o artifício do voice off, que me irrita muito. Quer dizer, como ele tá lá sozinho, ouvimos o que ele pensa, porque nem tem com quem o fofo falar.

Só que de vez em quando rola um close de uma expressão meio explicando o pensamento o que é muito não não.

O elenco é bacana com o Bryan Cranston fazendo o malucão, Jennifer Garner, de longe fazendo sua mulher e minha preferida de sempre Beverly D’Angelo direto de Hair, fazendo sua sogra megera.

Filme interessante, mas nada do outro mundo.

 

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