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239/365 THE TRANSFIGURATION

The Transfiguration é uma bela surpresa de um filme de terror.

Não dava nada por ele, quase não assisti, críticas ruins e mesmo assim arrisquei.

O filme não é um puta de um filme, mas é interessante ver como o diretor foi ousado por fazer um filme de vampiro misturado com um filme social, meio que um primo do Corra!

Pós terror, terror social, um pouco dos dois.

The Transfiguration conta a história de um adolescente negro e pobre, que mora numa periferia e que acha que ele é um vampiro.

Sim.

Vampiro vampiro mesmo, que gosta de morder as pessoas e chupar sangue e tudo mais.

Pra isso a gente vê logo no começo do filme que ele frequenta banheiro onde homens mais velhos vão atrás de sexo e ele se aproveita de seus atributos físicos de jovem, digamos assim, para se dar bem nesses momentos.

E ele estuda a vida dos vampiros, tenta aprender o quanto pode ao mesmo tempo que precisa se safar de ser motivo de chacota por seus vizinhos e pelos fodões das redondezas que não acreditam que ele já matou animais e outras coisas mais.

Até o dia que ele conhece uma garota branca, que inexplicavelmente, vai morar no seu prédio e ninguém entende o porquê. Eles se aproximam e o primeiro ato de intimidade deles é quando ele pede para chupar o sangue dela.

Uma coisa legal é uma crítica meio velada aos filmes de vampiro “não realistas”, quando a menina indica que ele assista os filmes dos vampiros amorzinhos d’O Crepúsculo.

The Transfiguration mostra o quanto um “vampiro” sofre convivendo com pessoas que não dividem os mesmos gostos e estilos, numa das metáforas mais descaradas dos últimos tempos e mesmo assim, numa metáfora boa e relevante.

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