Que porcaria, minha gente.
Temple é o exemplo máximo de apropriação cultural dando errado.

Os caras, quer dizer, o cara, o roteirista Simon Barrett pega vários elementos bons e ideias boas que funcionaram em vários terrores japoneses e fez um filme americano.
Filmado no Japão, pra dar um pouco de credibilidade.
Com 3 atores principais americanos mas com um deles falando japonês, porque é de bom tom.
O casal de 3 é composto por um americano que já mora em Tokyo pra onde vai sua noiva e o melhor amigo dela, fotógrafo, o que fala japonês porque sempre quis morar no Japão na desculpa mais esfarrapada de todas.
Bom, ela está fazendo uma pós e o assunto são templos japoneses abandonados.
Olha a coincidência: assim que os 3 vão dar um rolê modernérrimo por Tokyo, eles entram em uma livraria e acham um livro bem estranho com desenhos de um templo. Quando tentam comprar, a dona da livraria diz que o livro é do mal e manda os 3 embora.
Mas o livro acaba nas mãos do trio numa noite de loucurinhas pelas “naiti” e o medo começa a dar as caras.
Pra resumir a parada, os 3 vão em busca do templo e ciao babao.
Um clichê em cima do outro, uma obviedade tosca sendo detonada pelo diretor de primeira viagem que já errou na mosca.
O elenco tosco com uma direção mediana quase me fez parar de assistir no meio, mas fui herói, cheguei ao final só para ver uma das piores surpresas de roteiro do ano.
Não adianta copiar, não adianta filmar no Japão, não adianta nada se o roteiro for ruim.
Fuja como os anciões japoneses fogem de demônios shape shifters.

