Nada mais hipster do que uma comédia romântica sobre um casal de milenials que só brigam e discutem e são uns malas mas que se re-encontram quando resolvem montar uma banda de rock.

Band Aid é isso tudo e um pouco mais.
É a estreia na direção da também atriz Zoe Lister-Jones que faz o casal com o ursinho bacana Adam Pally.
Ele é um cara de criação que trabalha em casa e fuma muita maconha e joga vídeo game. Ela é uma escritora que faz bico como motorista de uber.
Ó lá, não disse que era hipster?
O casal briga, discute, tudo irrita todo mundo até que numa discussão, o casal vai até a garagem e encontra o antigo baixo e a antiga guitarra dele.
Animados, começam dedilhar e numa jam criam uma música ali na hora e percebem o quanto eles ainda podem estar conectados.
Começam ensaiar na garagem e com a ajuda de seu vizinho estranhão que se oferece para ser o baterista da banda, marcam o primeiro show.
Aliás, o baterista é o ótimo ex SNL Fred Armsen, um viciados em sexo bem engraçado.
Band Aid é um filme bem bonitinho, com um roteiro bacana e sem concessões.
É mais uma comédia romântica da nova safra, assim como o ótimo Doentes de Amor, que mostram os lados bons e os ruins de um relacionamento.
Não tem mais essa hoje em dia da mocinha, do mocinho, das trapalhadas de se separarem e se reencontrarem. Esses filmes são mais baseados no dia a dia real mesmo, nos problemas de casal, nos dias bons e nos dias não tão bons, nas nóias e nas preguiças.
O filme fez um sucesso razoável em Sundance esse ano e mostrou o quanto a atriz e diretora tem potencial pra coisas novas interessantes.
Que venham mais.

