276/365 FRANCA – CHAOS AND CREATION

“É preciso ser leve na vida”.

Franca_Poster

Essa é a frase que resume Franca – Chaos and Creation, documentário sobre a diretora da Vogue Itália, Franca Sozzani, uma das mais influentes personalidades da moda nos últimos 30 anos.

Para alguém como eu que não entende nada de moda, mas que claro tenho muita opinião sobre o assunto, eu já tinha ouvido falar de Franca, de como a Vogue Italia é importante, lembrava do rosto dela, mas não sabia desse poder todo.

E principalmente não sabia do quanto essa mulher foi ousada em páginas de revista de moda e como essa ousadia e algumas vezes cara de pau bem errada criou uma personagem tão interessante.

Ela foi quem primeiro fez uma edição inteira de uma revista do tamanho da Vogue só com modelos negras, edição que hoje virou histórica.

Mas também foi a mulher que fez um ensaio de moda com modelos sujas de óleo numa praia detonada logo após o acidente do petróleo no Golfo do México, um erro.

O filme é dirigido por seu filho único, que muitas das vezes quer se fazer perceber mais até do que sua mão, quem nos interessa de verdade.

E para contrapor, ela sempre está dizendo o quanto ele era feio e ainda é.

E isso vindo da mulher que manda na moda e no que é considerado bonito e feio nesse mundo, sai de baixo.

Franca foi a mulher que tirou a revista que comandou por 20 e tantos anos da mesmice.

Ela foi a mulher que primeiro colocou uma celebridade numa capa de Vogue, quando estampou as fotos de uma Madonna mais Marilyn Monroe que nunca.

Ela foi a mulher que deu luz a fotógrafos hoje considerados gênios, como Lindbergh, Meisel e outros.

Ela é a mulher para quem Gianni Versace mostrava as coleções as criava.

Super respeitada por todo mundo, de Karl Lagerfeld a Valentino.

Ela poderia fazer o filme mais escroto que quisesse, mas não, se entrega, abre o coração, fala de suas falhas, de seus erros, de seus casamentos fracassados e diz que ainda vai achar o príncipe encantado, que ele está em algum lugar, ela que ainda não percebeu que lugar é esse.

Pra isso ela chamou seu filho para fazer esse filme. E acertou, porque o cara é bom.

Tudo isso para fazer uma comparação com o péssimo documentário da Lady Gaga.

De uma forma ou de outra, Gaga e Franca são idênticas.

Famosas em seus mundos, respeitadas, ousadas, geniais.

Nos documentários de ambas conhecemos a mulher por trás do mito e por causa dessa mulher conseguimos enxergar melhor o mito.

Só que onde Franca acerta, Gaga erra.

Ao invés de fazer a pobre menina rica, Gaga deveria mostrar que “apesar de pobre menina rica eu acheguei lá e cheguei forte”, como faz Franca.

Mas não, Gaga chora, lamenta, enquanto bandos e bandos de secretinos trazem sua água e lambem suas botas.

E mesmo pernóstica e forte e nariz pra cima, se Franca tem esse séquito todo, esse bando todo atrás, certa ela de não ter nos mostrado.

Gaga gata, aprenda com Franca, veja esse filme e repense tudo.

Por isso que é preciso ser leve na vida.

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