Que puta filme.
Se eu que não sou um dos maiores fãs do Spielberg amei o filme, imagina você que ama ET!
Gosto dos primeiros filmes dele, antes de ET.
E gosto de Indiana Jones, A Lista de Schindler, A Cor Púrpura e O Império do Sol.
E só.
Mas assistindo esse documentário sobre a vida do cara eu fiquei muito impressionado em ser lembrado da importância dele no cinema americano. E de como ele tem filme bom.
Ele fez parte de uma turma da pesada, como dá pra ver na foto ali acima com George Lucas, Martin Scorcese, Brian De Palma e Francis Ford Coppola.
Quando todos estavam começando no cinema no início dos anos 70’s, o menino prodígio Spielberg já dirigia um monte de coisa boa na tv. E sendo tão incensado ele se tornou o cuzão de Hollywood, amado e odiado ao mesmo tempo por seus companheiros, mas sempre ali por perto.
É demais ver o quanto Tubarão foi um parto de fórceps para virar a obra prima que é hoje.
Tem uma frase de Scorcese que explica bem Spielberg, e acho que é meio que a minha justificativa para não ser o maior fã dele: “Spielberg faz os filmes que o povo que ver. E o povo vai ver os filmes dele e todo mundo gosta”.
Isso é o maior elogio por um lado mas por outro é a maior crítica ao cara.
Eu gosto de uma historia dele que não está no filme, por não ser tão relevante à sua carreira, claro, mas que diz muito sobre seu poder.
Sua primeira esposa, a atriz Amy Irving, mãe de seu primeiro filme, se casou com o diretor brasileiro Bruno Barreto.
Bruno morava nos EUA tentando carreira por lá e não rolava quando ele resolve voltar para o Brasil e para os braços da produtora da família no Rio, os grandes mamadores das tetas da Embrafilme, Barretão e cia.
Bom, Spielberg nunca admitiria que seu filho morasse tão longe dele, porque o menino viria com a mãe e o marido da mãe para esses lados do fim do mundo.
O que ele fez?
Começou a usar sua influência para dar filmes para Bruno Barreto.
O cara nem fez tão feio, fez pelo menos um filme ótimo, Atos de Amor, em 1996.
Isso durou enquanto durou o casamento dele com Amy.
Depois que se separaram, a fonte secou e o brasileiro voltou pra casa.
Esse é o Spielberg que a gente vê no filme, o cara que faz o que quer, como quer, quando quer e ai de quem tenta brigar com o fofo.
Filmão, HBO, arrasaram
Assista correndo.

