Depois de assistir England Is Mine, o filme que conta a história do tão amado e adorado Morrissey, antes de montar The Smiths, descobri que talvez eu tenha bode dele por ter sido tão sem graça crescendo.

Brincadeira.
Mas que filme porcaria, minha gente.
Eu que não sei nada sobre o astro inglês, sei que a vida do cara não foi como contaram no filme.
Outra: esse é um daqueles bio filmes de astro de rock sem grana e sem permissão dos mesmos.
Assim sendo, não ouvimos NENHUMA música da época, do auge do punk na Manchester do fim dos anos 1970’s e início dos 1980’s.
E eu só acho que se vão fazer um filme sem autorização, que chutem o balde e contem tudo o que queremos ver e ouvir e saber mesmo.
Os caras fazem uma sequência onde Morrissey vai a um show dos Sex Pistols e não vemos nem show, nem ouvimos músicas, não vemos um punk em cena, nadinha de nada.
Só vemos o cara largado num canto, encostado numa parede, com uma voz off mais sem graça.
Um erro atrás do outro.
No filme, Stephen era um adolescente quase autista, que não saía de casa, não fazia nada da vida, um chato, só reclamava e escrevia.
E não mostrava nada do que escrevia, não dividia.
Até que ele conhece um Billy Duffy também novinho e com ele montaria uma banda.
No primeiro show eles já são vistos por um empresário de Londres.
Morrissey se anima, acha que finalmente algo vai acontecer mas o cara só leva Billy, só queria um guitarrista.
Morrissey volta à rotina de escrever, reclamar, se enclausurar e fim do filme.
Mentira, mas é quase isso.
Que desperdício de quase 2 horas de história.
Prefiro O Garoto de Liverpool sobre o John Lennon.
Ou mesmo o tosquinho feito pra tv, A Vida É Meu Palco, sobre Deus Boy George.

