Se não por mais nada, Kingsman, O Círculo Dourado é um filme obrigatório apenas por ter o melhor papel de um astro de música em um filme.
Elton John faz o papel dele mesmo como um prisioneiro da maior traficante de drogas do mundo, vivida pela sempre boa, claro, Julianne Moore.
Ela é a grande vilã do filme e com todo o seu poder e dinheiro e inteligência, destrói completamente o Kingsman, a agência britânica de espiões do bem.
Só que ela não contava com a astúcia do (cada vez mais gato) Taron Egerton, o espião novato e genial que nos foi apresentado no primeiro (e bem engraçado) filme da série.
Depois da destruição total, ele consegue ajuda de uns amigos americanos, que ele nem sabia que existiam, os Statesman, uma rede de espiões milionária escondida sob a égide de uma indústria de whiskey, com E, diferente do bom escocês sem o E.
Bom, enquanto eles se viram para descobrir como acabar com Julianne e suas drogas, ela se diverte vivendo em algum lugar escondido, onde ela criou sua cidade dos anos 50’s no meio de ruínas nunca encontradas pelo homem.
E lá ela tem, em um teatro lindo, com um palco gigante, Sir Elton John sempre à sua disposição, e de seus asseclas, para cantar seus maiores hinos, sempre montado e num mal humor maravilhoso.
O legal do personagem do Elton é que ele não é só o cara que tá lá e canta.
Ele participa do filme mesmo, sempre como Elton John e com um texto e uma linha narrativa maravilhosa para um personagem tão secundário.
Não me lembro de nenhum outro pop star num papel tão relevante como esse.
Vale o filme.
