Um filme que começa com um super close de um exame vaginal só pode ir daí pra melhor.

François Ozon é meu diretor preferido de sua geração.
O cara filma muito, filma muito bem e escreve melhor ainda.
Ele não tem nenhum filme normalzinho, é tudo estranho, ele consegue criar universos muito particulares e os desenvolve de uma maneira inacreditável.
L’Amant Double é seu novo petardo, um filme que conta a história de uma mulher que, por muito sofrer física e psicologicamente, acaba indo a uma psiquiatra como forma de tentativa de cura, já que nada que vinha tentando antes funcionou.
Só que depois de muitas sessões eles se apaixonam e ele assume o romance com ela e a indica para uma colega.
O tratamento começa melhorar, ela arruma um emprego e começa uma nova vida ao lado de seu novo amor.
Mas (claro que tem um mas) ela aos poucos vai percebendo que, por ter sido seu psiquiatra, ele sabe tudo dela e ela nada dele. Ela fuça em suas coisas, descobre coisas muito íntimas e sai atrás de outras que a deixam curiosa.
E como quem procura acha, Chloé vai encontrar muito mais do que esperava.
O filme fala muito de um tema único e que o roteiro de Ozon o destrincha de uma forma muito particular.
O filme é quase neurótico e seus personagens são de uma força linda.
A mente de Ozon, mais uma vez me presenteou com uma história muito bem contada, baseada de longe em um conto de Joyce Carol Oates. Se você conhece o conto e pensa no filme, entende um pouco de como funciona o diretor.
Que venham mais e mais filmes, Ozon.


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