Demorou mas assisti.
E deveria ter visto antes, porque 1922 é bem bom.

Mas um filme baseado em um livro de Stephen King, no ano que vai ficar conhecido como o ano que King dominou o cinema.
1922 é o ano em se se passa a história de uma família, pai, mã e filho, que vive no meio do mato no meio do nada americano.
Ele é o pai de família toscão, caipira até o último fio de cabelo que trabalha muito na plantação de milho de suas terras, vivido lindamente pelo sempre bom Tomas Jane.
Ela é a esposa com vontade de morar na cidade grande, ter uma loja de roupas, ter uma vida mais interessante mas que não tem a menor chance com o marido que tem.
O filho idolatra o pai e quer ficar ao seu lado.
Mas a mãe quer vender suas terras, dividir o dinheiro e se separar do marido tosco.
Se isso parece difícil em 2017 nos interiores do mundo, imagina em 1922.
O cara faz o que pode e o que não deve para sua mulher não ir embora.
E aí começa o terror, que na verdade é menos um terror per se e mais uma tragédia anunciada.
E os ratos. Ah, os ratos. Medo.
As decisões tomadas na história são sempre as piores possíveis e, não por acaso, muitas delas são muito familiares às nossas cagadas, guardadas as devidas proporções.
Mas o roteiro e a direção do filme seguram bem a onda de uma história que nas mãos erradas ficaria super esticada e chata.
E ver a evolução do personagem do pai toscão mostra muito que Jane é um dos atores bons americanos que não tem o lugar merecido em Hollywood.


Um pensamento sobre “308/365 1922”