Filme bem estranho do jeito que a gente tanto gosta.

Most Beautiful Island é a estreia de Ana Asensio que estrela, escreveu e dirigiu o filme. E se os próximos vierem na mesma pegada, que sorte a nossa.
O filme se passa em um dia na vida de Luciana, uma imigrante linda e sem dinheiro como tantas outras em Nova Iorque que, desesperada para pagar o aluguel que já venceu, aceita a indicação de outra imigrante e também sem dinheiro, para participar de uma “festa” por 2 mil dólares.
Ela só teria que ir lá, usando um vestido preto e salto alto e circular.
Claro que foi uma isca para uma incauta e desesperada, que vai ter que respirar fundo e lutar para não ser engolida pelo que não conhece, na ilha mais bonita do título do filme.
Em seus precisos 80 minutos, o filme demora um pouco para engrenar. O início é um pouco arrastado e a tensão é menor do que poderia ser, parecendo ser quase um indie errado.
Mas a partir da notícia da festa, a tensão do roteiro finalmente vem à tona e o filme engrena, deixando de ser só um drama e passando a um thriller dos bons.
O desespero por dinheiro (e pela sobrevivência) é mostrado com uma crueza inesperada.
E Ana Asensio se mostra uma artista completa, tudo o que podemos querer para o cinema nos dias de hoje.
O filme fez a ronda de festivais e ganhou uns prêmios importantes como no SXSW.

